A longa espera por cirurgias na rede pública de saúde de Campo Grande levou a prefeitura a reforçar a estratégia de ampliação dos atendimentos especializados. Com investimento estimado em R$ 60 milhões, a administração municipal lançou ontem (25) um mutirão que prevê quase 25 mil procedimentos, incluindo cirurgias, exames e serviços de diagnóstico.
A expectativa é realizar 8,4 mil cirurgias em diferentes especialidades, numa tentativa de acelerar o atendimento aos pacientes que aguardam na fila do SUS (Sistema Único de Saúde).
Segundo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), o tempo médio de espera atualmente gira em torno de um ano, mas há casos em que a demora ultrapassa três anos.
Entre os procedimentos contemplados estão cirurgias gerais, ortopédicas, vasculares, bariátricas, urológicas, oftalmológicas, pediátricas e oncológicas. A área de ortopedia concentra uma das maiores demandas reprimidas da Capital.
Além das intervenções cirúrgicas, o programa também prevê a ampliação da oferta de exames especializados, como ressonância magnética, mamografia, colonoscopia, endoscopia e radiografia. A intenção é agilizar diagnósticos e evitar que pacientes enfrentem novos atrasos no início dos tratamentos.
O mutirão foi anunciado durante a assinatura de um termo aditivo do programa “Viva CG Saúde”. De acordo com a Sesau, os pacientes já começaram a ser convocados por meio do sistema de regulação.
Apesar da ampliação dos atendimentos, a própria prefeitura admite que a iniciativa não será suficiente para eliminar completamente as filas acumuladas ao longo dos últimos anos. Outro desafio é a necessidade de refazer exames pré-operatórios que perdem a validade durante o período de espera, o que acaba prolongando ainda mais o processo até a realização da cirurgia.
Os hospitais credenciados para participar da ação também ficarão responsáveis pelo acompanhamento pós-operatório dos pacientes atendidos pelo programa. (Com informações do G1)






