A recontagem dos votos das eleições de 2022 provocou mudança na composição da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) e tirou uma cadeira do PL, que agora passa para o PSDB.
A alteração ocorreu após a Justiça Eleitoral confirmar a anulação dos votos recebidos por Loester Trutis e Raquelle Trutis, condenados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por irregularidades envolvendo o uso do fundo eleitoral durante a campanha.
Com a redistribuição dos votos, o deputado estadual Neno Razuk (PL) perde a vaga na Casa de Leis e o primeiro suplente tucano, João César Mattogrosso, assume o mandato.
A diplomação do novo parlamentar está marcada para esta sexta-feira (22), às 14h, no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul).
Durante entrevista nesta quinta-feira (21), o presidente da Mesa Diretora da Casa, Gerson Claro (PP), explicou que a posse ocorrerá logo após a comunicação oficial do TRE-MS.
“Se essa vaga era de um suplente, ele passa a ter um diploma de deputado estadual. O TRE deve diplomar o suplente e na sequência vai notificar a Assembleia, que imediatamente dará posse ao novo parlamentar”, afirmou.
A recontagem dos votos foi realizada na presença do presidente do TRE-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar, e acompanhada pelo procurador regional eleitoral, Silvio Petengil Neto.
João César Mattogrosso atualmente ocupa a diretoria-executiva do Detran-MS e já teve passagem pela Assembleia Legislativa.
Em 2023, assumiu temporariamente uma cadeira no Legislativo após Pedro Caravina (PSDB) deixar o mandato para integrar o Governo do Estado. Posteriormente, retornou ao Detran com a volta de Caravina ao Parlamento.
Gerson Claro também criticou a demora da Justiça Eleitoral na conclusão de processos envolvendo candidaturas e anulações de votos.
“Eu penso que a Justiça Eleitoral precisa ser mais célere. São duas situações que não cabem mais: processos que questionam o registro da candidatura e esse tipo de processo que anula os votos”, declarou.
Segundo o presidente da Assembleia, os projetos apresentados por Neno Razuk e que já passaram pela CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) continuarão tramitando normalmente na Casa.





