Os sete presos durante a operação “Buraco Sem Fim”, desencadeada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, continuarão detidos após decisão da Justiça durante audiências de custódia realizadas nta quarta-feira (13), em Campo Grande.
Os investigados chegaram ao Fórum da Capital ainda nas primeiras horas da manhã, escoltados por equipes policiais. Após análise das prisões, o Judiciário optou por manter as detenções preventivas de todos os envolvidos no caso.
Entre os alvos da investigação está Edvaldo Aquino, apontado como responsável pela coordenação dos serviços de tapa-buracos em Campo Grande. Ele foi preso em casa e acabou exonerado do cargo que ocupava na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos.
Outro nome investigado é o engenheiro Mehdi Talayeh, que também atuava na Sisep e foi desligado da função após a operação.
Já o ex-secretário municipal de Infraestrutura Rudi Fiorese, que presidia a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul, foi preso na terça-feira (12) e posteriormente exonerado pelo governador Eduardo Riedel.
Além deles, seguem presos Fernando de Souza Oliveira, Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, o empresário Antonio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa e o filho dele, Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa.
Investigação apura supostas fraudes
Segundo o Ministério Público, a operação investiga um suposto esquema de irregularidades em contratos ligados à manutenção de vias pavimentadas e serviços de tapa-buracos em Campo Grande entre 2018 e 2025.
As apurações apontam suspeitas de medições adulteradas para justificar pagamentos por serviços que não teriam sido executados integralmente.
Ainda conforme os investigadores, a empresa alvo da operação movimentou mais de R$ 113 milhões em contratos e aditivos no período analisado.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos cerca de R$ 429 mil em espécie nas residências dos investigados.
Defesa questiona prisão
A defesa de Rudi Fiorese afirmou que a prisão preventiva é considerada excessiva e incompatível com a trajetória pública do ex-dirigente da Agesul.
Os advogados alegam ainda que não tiveram acesso completo aos autos da investigação, o que, segundo eles, dificulta a adoção imediata de medidas para contestar a prisão. A defesa informou que irá recorrer para tentar obter a liberdade do ex-secretário.
Investigados já haviam sido alvo de operação anterior
Parte dos investigados também apareceu nas investigações da operação “Cascalhos de Areia”, realizada em 2023 pelo Ministério Público.
Na ocasião, as apurações tratavam de supostas fraudes em contratos de manutenção de vias não pavimentadas da Capital, com suspeita de favorecimento de empresas e pagamento de propina a servidores públicos.
Em nota, a Prefeitura de Campo Grande informou que os contratos investigados tiveram origem em gestão anterior, a partir de 2017. Já o Ministério Público sustenta que as irregularidades investigadas abrangem contratos e aditivos firmados entre 2018 e 2025. (Com G1)





