Mato Grosso do Sul

Entrevista com o pré-candidato a governador Jefferson Bezerra, no Jornal da Top

Nesta quinta-feira (7), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o pré-candidato a governador Jefferson Bezerra (AGIR),






Ele apresentou sua plataforma e desafios para administrar Mato Grosso do Sul, enfatizando a necessidade de uma gestão focada nas pessoas e transparente, combatendo a polarização política.

“Pretendo conduzir uma campanha baseada no apoio popular e no alcance das redes sociais. A disputa será uma luta de Davi contra Golias em razão da limitação de recursos financeiros, da ausência de fundo partidário robusto e do pouco tempo de televisão e rádio disponível para a legenda”, declarou.

Durante a entrevista, ele apontou a saúde pública como o principal problema enfrentado pelo Estado. “A maior dificuldade está na contratação de médicos, devido aos baixos valores pagos aos profissionais. Além disso, a população enfrenta muita demora na realização de exames e atendimentos”, disse, citando como exemplo pacientes com câncer que aguardam longos períodos por diagnósticos e procedimentos.

Na área da habitação, Jefferson afirmou ser contrário à existência de favelas e moradias improvisadas. “Eu defendo políticas públicas voltadas à construção de casas populares e acredito que os governos federal e estadual têm condições financeiras para oferecer moradias dignas à população”, assegurou, criticando modelos que acabam incentivando situações de pobreza.

O pré-candidato a governador mencionou ainda preocupações com segurança pública, educação e infraestrutura. “Em relação às rodovias estaduais, algumas estradas permanecem em condições precárias, apesar de projetos anunciados pelo poder público”, argumentou.

Profissional do jornalismo, ele destacou sua experiência de 23 anos cobrindo a área política como uma base de conhecimento sobre administração pública. “Também quero lembrar a minha atuação como assessor do médico Jorge Takimoto por oito anos, período em que adquiri experiência na área da saúde”, pontuou.

Ao falar sobre gestão, afirmou que governar exige trabalho em equipe e a formação de um secretariado capacitado para identificar problemas e apresentar soluções. “Há diferença entre vencer uma eleição e administrar o Estado, já que a gestão pública exige organização, responsabilidade e capacidade técnica”, afirmou.

O jornalista comparou a administração pública à gestão de um veículo de comunicação, destacando que, enquanto empresas privadas dependem de publicidade para sobreviver, o poder público administra recursos provenientes dos impostos pagos pela população, o que exige responsabilidade ainda maior.

Jefferson também comentou os desafios enfrentados pelo AGIR, partido que classificou como remanescente do antigo PRN e que atualmente não tem deputados federais. “A falta de representatividade no Congresso Nacional limita o acesso a recursos financeiros e dificulta a formação de chapas proporcionais completas para deputados estaduais e federais”, lamentou.

Outro ponto abordado foi o agronegócio. “Eu faço questão de criticar a politicagem em torno do setor e, por isso, defendo que o agro deve ser tratado como motor da economia estadual, sem se transformar em disputa partidária ou palanque político”, comentou.

No encerramento da entrevista, o pré-candidato a governador afirmou que o maior desafio é “colocar a cara à frente” como candidato e também disse que Mato Grosso do Sul precisa superar o que chamou de “colonialismo” e de “administração manipulada”.

“Como pontos positivos do Estado, quero destacar o crescimento econômico, a população trabalhadora e a esperança das pessoas em relação ao futuro”, enumerou. Ao ser questionado sobre qual seria sua principal promessa caso seja eleito governador, Jefferson afirmou que pretende ser “exemplar, diferente e honrar o voto” da população.