O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) formou maioria para tornar o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, inelegível por 8 anos. O placar foi de 5 a 2 pela condenação.
Castro é acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Com a maioria, o ex-governador do Rio de Janeiro está inelegível até 2030, o que impede que ele dispute o Senado nas eleições deste ano.
Votaram a favor as ministras Estela Aranha, Isabel Gallotti, Cármen Lúcia e os ministros Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira.
Os ministros Kássio Nunes Marques e André Mendonça divergiram e votaram para absolver Castro.
Nunes Marques entendeu que não foram apresentadas provas suficientes para a condenação.
Já André Mendonça entendeu que a prática de abuso de poder político e econômico foi comprovada, mas ponderou que não há provas suficientes sobre a participação do ex-governador no esquema.
O ministro votou para declarar a inelegibilidade apenas do presidente afastado da Assembleia do Estado (Alerj), Rodrigo Bacellar (União-RJ), e do ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes.
Castro também teria o mandato cassado, mas renunciou ao cargo na última segunda-feira (23). Ele pretendia disputar uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro.
Cláudio Castro recebe decisão com ‘inconformismo’
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, usou as redes sociais para comentar a decisão do TSE. Ele diz ter recebido a notícia com ‘inconformismo’ e que tem plena convicção de que sempre governou o Rio de Janeiro dentro da legalidade “com responsabilidade e absoluto compromisso com a população”. “Hoje, vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses”, escreveu. (Jovem Pan)





