A avaliação do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a piorar de forma significativa. Pesquisa divulgada na quarta-feira (11) pelo instituto Genial/Quaest mostra que 51% dos brasileiros desaprovam o governo, enquanto 44% aprovam a gestão federal.
Outros 5% disseram não saber ou preferiram não responder.
Os números indicam uma deterioração da imagem do governo nos últimos meses.
Em janeiro, a desaprovação estava em 49%, índice que se repetiu em fevereiro e agora voltou a subir. Já a aprovação caiu gradualmente, saindo de 47% em janeiro para 45% em fevereiro e chegando aos atuais 44%.
Outro dado que chama atenção é o aumento da distância entre quem aprova e quem desaprova o governo. No fim de 2025, essa diferença era de apenas um ponto percentual. Agora chegou a sete pontos, sinalizando um ambiente político cada vez mais adverso para o Palácio do Planalto.
Parte desse desgaste ocorre em meio a uma sequência de crises e escândalos que atingem o ambiente político em Brasília.
Entre os episódios que mais repercutiram está o roubo estimado em R$ 6,3 bilhões das contas de aposentados e pensionistas vinculadas ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) — um caso que provocou indignação nacional ao atingir diretamente beneficiários do sistema previdenciário.
Banco Master
Outro tema que também gerou forte repercussão envolve o Banco Master, cuja investigação levantou questionamentos sobre relações políticas e institucionais.
O caso passou a circular nos bastidores de Brasília por envolver autoridades e integrantes do sistema de Justiça, inclusive ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e agentes ligados ao governo — ainda que o Palácio do Planalto tenha negado oficialmente a existência de encontros ou qualquer irregularidade.
Desgaste político e corrupção
Apesar da reunião entre Vorcaro e o presidente Lula, o Palácio do Planalto alega que não tem registro do contato.
A falta de registros inclui a reunião de Vorcaro com o presidente Lula, no dia 4 de dezembro de 2024.
A afirmação da Presidência da República foi feita em resposta a um pedido de Lei de Acesso à Informação protocolado pela reportagem no fim de janeiro deste ano.
Guido Mantega foi contratado como consultor do Banco Master com salário de R$ 1 milhão mensais, a pedido do líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA).
O pedido via Lei de Acesso e a resposta da Presidência são públicos e podem ser consultados aqui.
Guido Mantega reuniu-se com o chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, em pelo menos seis ocasiões — em quatro delas, já como consultor do Master. Houve um encontro em novembro de 2023 e outros cinco ao longo de 2024, inclusive a reunião de dezembro com Lula.
Os encontros com Mantega estão na agenda de Marcola, mas não na de Lula. Na reunião de dezembro, o registro na agenda de Marcola não faz referência à presença de Lula.
Além de Mantega, o próprio Vorcaro foi pelo menos três vezes ao Planalto em 2023 e 2024. Esses encontros não estão registrados na agenda oficial.
Na reunião do dia 4 de dezembro, o próprio Lula esteve presente, segundo ele mesmo disse em entrevista ao portal UOL. De acordo com o petista, ele prometeu a Vorcaro investigação isenta por parte do Banco Central.
Diante desse cenário, o governo enfrenta um período de forte desgaste político, com a avaliação negativa crescendo e a confiança de parte da população mostrando sinais de erosão.
A nova rodada da pesquisa reforça que a gestão federal entra em uma fase mais delicada do mandato, pressionada por críticas à condução administrativa e pela sucessão de crises que têm dominado o noticiário nacional. (Com informações do G1 e agências nacionais)






