Política e Transparência

Senado tem Alckmin, Marina, Tebet e França na frente de Derrite e Salles

Levantamento do Datafolha aponta também Fernando Haddad liderando um cenário, mas pesquisa foi feita antes do anúncio de candidatura do petista ao governo






A primeira pesquisa Datafolha do ano para o Senado em São Paulo, divulgada mostra quatro ministros do presidente Lula à frente dos candidatos da direita.

São eles: Fernando Haddad (Fazenda), Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Simone Tebet (Planejamento) e Márcio França (Empreendedorismo).

O mesmo ocorre com Marina Silva (Meio Ambiente) em um cenário testado, mas ela empata no limite da margem de erro em outro.

Desses, os três últimos têm mais chances de concorrer às duas vagas disponíveis. O levantamento foi feito antes de Haddad admitir candidatura ao governo do estado, o que era negado até então.

Alckmin, por sua vez, já afirmou publicamente que pretende apenas disputar a eleição se for mantido como vice na chapa presidencial de Lula.

Eles foram os candidatos mais citados em uma extensa lista de opções apresentadas aos entrevistados, composta por 11 nomes. Os outros são: Guilherme Derrite (PP), Ricardo Salles (Novo), Paulinho da Força (Solidariedade), Rosana Valle (PL), todos deputados federais, além do deputado estadual Gil Diniz e do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).

O material reflete a incerteza do próprio cenário eleitoral, que ainda depende de articulações políticas do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Alckmin e Haddad foram testados separadamente, enquanto os demais postulantes ao cargo foram mantidos nas duas rodadas. O vice de Lula marcou 31% das intenções de voto, e o ministro petista, 30%.

Derrite, por sua vez, variou o desempenho entre 14% (cenário com Haddad) e 13% (Alckmin), a depender de quem seria o adversário na dupla. Ele é quem está mais consolidado na direita para concorrer ao Senado. A segunda indicação do grupo de Tarcísio permanece uma incógnita com a saída de Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, do país.

Vagas em aberto

À direita, o candidato preferido de Eduardo Bolsonaro patina no levantamento. Conhecido como "Carteiro Reaça", o deputado estadual Gil Diniz (PL) apresenta 3% das intenções de voto a sete meses do pleito. Ele tem desempenho pior que o deputado federal Ricardo Salles (Novo), 13%, apoiador de Bolsonaro, mas que atua de modo independente. A deputada federal Rosana Valle (PL), que tem a simpatia da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, varia entre 6% e 7%.

O Datafolha não incluiu o vice-prefeito de São Paulo, coronel da PM Ricardo Mello Araújo (PL), como possível candidato na pesquisa estimulada, nem os deputados federais Pr. Marco Feliciano e Mário Frias, do mesmo partido.

O GLOBO apurou que, nos últimos dias, Mello ganhou terreno no bolsonarismo e passou a ser visto como competitivo por lideranças de outros partidos da base aliada de Tarcísio. Feliciano e Frias, por sua vez, contam com trânsito na ala mais radical e a confiança de Bolsonaro. Apesar disso, o governador tem dito a interlocutores que prefere um nome mais de centro para compor com Derrite, a fim de virar votos de candidatos lulistas, sobretudo quando depositarem o segundo voto.

O Datafolha entrevistou 1.608 moradores de São Paulo, com 16 anos ou mais, distribuídos em 71 municípios, entre os dias 3 e 5 de março. O intervalo de confiança é de 95%, o que significa a quantidade de vezes que se espera que a amostra utilizada represente de fato a população total. A pesquisa está identificada no Tribunal Superior Eleitoral com o código de registro SP-04136/2026. (Com O Globo - SP)