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Cemitério vira condomínio improvisado e moradores são retirados de capelas

Fiscalização da Guarda Municipal encontra homem e duas mulheres vivendo em capelas e identifica outros túmulos com sinais de uso como abrigo improvisado.






Quem passou pelo Cemitério Santa Cruz, no Centro de Corumbá, poderia imaginar silêncio, respeito e visitas discretas às lápides. Mas a rotina do local ganhou um capítulo inusitado nesta semana: algumas capelas acabaram virando abrigo improvisado para moradores em situação de rua.

A situação veio à tona após uma ação de fiscalização realizada pela GCM (Guarda Civil Municipal) na segunda-feira (9).

Durante a vistoria, os agentes encontraram três pessoas — um homem e duas mulheres — instaladas dentro de capelas usadas como se fossem pequenas “quitinetes” improvisadas.

Os ocupantes foram retirados do local e orientados a buscar atendimento nos serviços sociais do município, que oferecem apoio e encaminhamento para acolhimento.

A ação também teve o objetivo de preservar o patrimônio público e garantir respeito às famílias que têm parentes sepultados no cemitério.

Mas a inspeção revelou que o caso não era isolado. Pelo menos outras quatro capelas apresentavam sinais de uso recente como abrigo, indicando que o espaço vinha sendo utilizado com certa frequência como refúgio improvisado.

A presença de moradores dentro das estruturas surpreendeu até quem trabalha no entorno do cemitério. Em vez de visitas rápidas e silenciosas, algumas capelas estavam servindo como espécie de “pousada improvisada”, com indícios de permanência prolongada.

Com a retirada das pessoas do local, a Guarda Municipal reforçou que o cemitério não pode ser utilizado como moradia e que a assistência social da cidade está disponível para acolher quem precisa de ajuda.

Enquanto isso, o Santa Cruz volta à rotina habitual — de silêncio, memória e visitas — sem hóspedes inesperados entre as capelas.