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Delcy Rodriguez é alertada por Rubio para colaborar com os EUA

A afirmação está em um discurso que será realizado nesta quarta-feira (28) na comissão do Senado dos EUA






O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, irá afirmar nesta quarta-feira (28) durante um discurso que em fará a uma comissão do Senado dos EUA, que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pode ter o mesmo destino de Nicolás Maduro se não colaborar com os EUA.

Rubio irá explicar a operação que levou à captura de Maduro em 3 de janeiro em Caracas e detalhará os próximos passos do governo Trump em relação à Venezuela.

Em seu discurso, divulgado pela imprensa americana, ele afirma que Rodríguez 'conhece muito bem o destino de Maduro' e que acreditava 'que seus próprios interesses se alinham com o avanço de nossos principais objetivos'.

'Acreditamos que seu próprio interesse se alinha com o avanço de nossos objetivos-chave. Não se enganem: como afirmou o presidente, estamos preparados para usar a força para assegurar a máxima cooperação se outros métodos fracassarem', acrescenta Rubio.

Em seu discurso, Rubio defende veementemente a operação que culminou na captura de Maduro e sua esposa. Ele afirma que os Estados Unidos 'prenderam dois narcotraficantes' e descreve Maduro como 'um narcotraficante indiciado, não um chefe de Estado legítimo'.

O secretário de Estado também esclarece que os EUA não estão em guerra com a Venezuela e enfatiza que a operação foi concluída 'sem a perda de uma única vida americana, nem a continuidade da ocupação militar'.

As autoridades venezuelanas relataram que mais de 100 pessoas morreram durante os confrontos, entre eles venezuelanos e cubanos que tentaram proteger Maduro.

Ao fim, Rubio enfatiza que Trump exigiu que Rodríguez trabalhasse em favor das companhias petrolíferas americanas, uma pressão que destaca os interesses econômicos e estratégicos que motivam a intervenção de Washington em Caracas.

Presidente interina da Venezuela reafirma que país não está 'sob ordens' dos EUA

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o país 'não aceita ordens de nenhum fator externo', assegurando que possui um governo legítimo. Em um discurso no final da noite dessa segunda-feira (26), ela enfatizou que não teme as 'ameaças pessoais' que vem recebendo, das quais tomou conhecimento ao assumir o cargo.

A afirmação de Rodríguez ocorre após uma reunião com petroleiras e comentários do secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre o comércio de petróleo venezuelano.

'O povo da Venezuela não aceita ordens de nenhum fator externo; o povo da Venezuela tem um governo, e esse governo obedece ao povo', disse.
'E quanto às ameaças pessoais que recebo, quero que saibam que eu já estava ciente delas quando tomei posse como presidente interina e assumi o cargo. Não temos medo, nem temos medo das relações com os Estados Unidos, mas elas devem ser baseadas no respeito, no respeito ao direito internacional e no respeito humano fundamental', completou.

No domingo (26), Delcy afirmou que 'chegava de ordens de Washington', em uma referência a Donald Trump.

Rodríguez tomou posse como presidente interina da Venezuela por ordem do Supremo Tribunal de Justiça em 5 de janeiro, dois dias depois de os Estados Unidos terem capturado o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação em território venezuelano.

No dia seguinte ao ataque militar, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que ela governaria a Venezuela até que houvesse uma transição 'segura' e advertiu Rodríguez, em entrevista à revista The Atlantic, de que se ela 'não fizesse o que é certo', poderia 'pagar um preço', provavelmente 'maior do que o de Maduro'.

No entanto, dez dias depois, após uma conversa telefônica com Rodríguez, o presidente a descreveu como uma pessoa 'fantástica' com quem disse ter 'trabalhado muito bem'. (Com CBN)