Política e Transparência

Justiça aceita denúncia e Neno Razuk vira réu por esquema do jogo do bicho

Além do deputado, o pai dele, Roberto Razuk, irmãos e outras 16 pessoas também passam a responder à ação penal por suposta atuação no esquema ilegal.






A Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou a denúncia apresentada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e abriu ação penal contra 20 pessoas investigadas por integrar um esquema estruturado de exploração do jogo do bicho no Estado.

Com a decisão, segundo reportagem do G1, o deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, passa à condição de réu.

A decisão é da 4ª Vara Criminal de Campo Grande. Ao analisar o caso, o juiz entendeu que a denúncia cumpre os requisitos legais, descrevendo de forma suficiente os fatos, a suposta organização do grupo e os indícios de participação dos investigados.

O processo tem origem na 4ª fase da Operação Successione, que apura a atuação de organizações criminosas ligadas à contravenção penal do jogo do bicho em Campo Grande e em cidades do interior.

De acordo com a acusação, o esquema seria comandado por um núcleo familiar com base em Dourados, responsável pela organização, expansão e disputa pelo controle da atividade ilegal em diferentes regiões do Estado. Além do parlamentar, familiares diretos também foram incluídos na ação penal.

Passam a responder como réus: Anderson Alberto Gauna, Flávio Henrique Espindola Figueiredo, Gerson Chahuan Tobji, Gilberto Luiz dos Santos, Jean Cardoso Cavalini, Jonathan Gimenez Grance, Jorge Razuk Neto, Marcelo Tadeu Cabral, Marco Aurelio Horta, Odair da Silva Machado, Paulo do Carmo Sgrinholi, Paulo Roberto Franco Ferreira, Rafael Godoy Razuk, Rhiad Abdulahad, Roberto Razuk, Roberto Razuk Filho, Samuel Ozório Júnior, Sergio Donizeti Balthazar, Willian Augusto Lopes Sgrinholi e Willian Ribeiro de Oliveira.

A defesa de Roberto Razuk, Roberto Razuk Filho, Rafael Godoy Razuk e Jorge Razuk Neto informou que os réus ainda não foram oficialmente citados e, por isso, não tiveram acesso ao conteúdo integral do processo.

Segundo o advogado João Arnar, somente após a citação formal será possível analisar a acusação e apresentar a defesa. “Tão logo que forem citados, tomarão conhecimento da acusação, farão as análises necessárias e apresentarão defesa. Depois disso, irão se pronunciar”, afirmou.

A reportagemdo G1 tenta contato com as defesas dos demais réus.