O Palácio do Planalto confirmou que o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, vai deixar o comando da pasta na próxima sexta-feira (9). A informação foi repassada a jornalistas pelo ministro Sidônio Palmeira, responsável pela Secretaria de Comunicação da Presidência.
Até a última atualização desta reportagem, o Planalto ainda não havia divulgado um comunicado oficial sobre a saída de Lewandowski nem sobre quem deve assumir o posto deixado por ele.
Mais cedo, a CNN apurou que o ministro da Justiça entregou sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A expectativa é que a exoneração de Lewandowski seja publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta sexta.
A reportagem apurou que o gabinete do ministro já foi esvaziado. Quadros, porta-retratos e presentes recebidos já foram retirados.
No início da semana, o ministro já havia avisado a seus secretários que deixaria o cargo nos próximos dias.
A interlocutores, Lewandowski diz que saiu com a sensação de dever cumprido – enviou ao Congresso Nacional pautas voltadas à segurança pública, como a PEC da Segurança e o PL Antifacção. Os textos ainda não foram aprovados pelos parlamentares.
Como último trabalho antes da saída, criou o protocolo nacional de reconhecimento facial e o sistema (banco de dados) de antecedentes criminais. Foram alternativas às propostas travadas no Congresso.
O Palácio do Planalto ainda não definiu quem substituirá Lewandowski. O atual secretário-executivo Manoel Carlos Almeida ficará no posto de forma interina.
Como mostrou a CNN, o nome de Wellington César Lima e Silva é o mais cotado para assumir o comando da pasta. O jurista já foi ministro de Dilma Rousseff (PT), e tem bom trânsito com o presidente Lula e com a ala baiana do governo. (Com CNN - Brasília)






