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Rodovias deterioradas no Vale do Ivinhema têm reparos de R$ 100 milhões

Serviços de manutenção atingem sete rodovias estaduais, enquanto recuperação definitiva de cerca de 730 quilômetros está prevista apenas para 2027






As condições precárias de trechos das rodovias estaduais no Vale do Ivinhema, em Mato Grosso do Sul, levaram à execução de serviços emergenciais de manutenção para reduzir os problemas enfrentados pelos motoristas.

O desgaste do asfalto, agravado pelas chuvas, tem provocado o surgimento de buracos e dificultado o tráfego em importantes corredores de transporte da região.

Nas últimas semanas, os trabalhos alcançaram as rodovias MS-141, MS-480, MS-473, MS-276, MS-395, MS-134 e MS-475.

Os serviços incluem operações tapa-buracos, recuperação de pontos danificados, limpeza das faixas de domínio e manutenção de galerias para escoamento da água da chuva.

As obras fazem parte de um pacote de R$ 100 milhões anunciado pelo governo estadual, destinado à recuperação emergencial de rodovias que apresentam problemas de conservação. Os recursos estão vinculados ao programa Pro Reveste, que prevê serviços para prolongar a vida útil do pavimento até a execução de obras mais abrangentes.

A situação das estradas preocupa principalmente motoristas, transportadores e produtores rurais que dependem dessas ligações para o deslocamento entre municípios e o escoamento da produção agropecuária. Além dos riscos à segurança, os buracos podem provocar danos aos veículos e aumentar o tempo de viagem.

Segundo a Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), parte das rodovias apresenta revestimento asfáltico antigo, comprometido pelo desgaste acumulado e pelo volume de chuvas registrado ao longo do ano.

A manutenção é executada pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), que mantém equipes em diferentes pontos da malha rodoviária. O cronograma prevê a continuidade dos reparos em outros trechos considerados críticos.

Recuperação definitiva está prevista para 2027

Apesar dos serviços emergenciais, a recuperação mais abrangente das rodovias ainda depende de um projeto em preparação pelo governo estadual, com apoio do Banco Mundial.

O planejamento contempla aproximadamente 730 quilômetros de estradas no Vale do Ivinhema, que deverão passar por restauração e manutenção pelo modelo Crema (Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias).

Nesse formato, a empresa contratada ficará responsável tanto pela recuperação do pavimento quanto pela conservação dos trechos durante dez anos.

A previsão apresentada pelo governo é de que as obras estruturais comecem no primeiro semestre de 2027. Até lá, os reparos emergenciais deverão ser utilizados para manter as condições mínimas de circulação nas rodovias mais afetadas.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, reconheceu que as estradas apresentam pavimento antigo e sofreram desgaste acentuado com as chuvas. Segundo ele, os serviços atuais são necessários enquanto não começam as obras previstas no projeto de recuperação.

A situação evidencia a necessidade de manutenção contínua da malha rodoviária, especialmente em uma região onde o transporte de cargas e a circulação entre municípios dependem diretamente das estradas estaduais.

Mesmo com o início dos reparos, a solução definitiva para os problemas de conservação ainda dependerá da execução dos projetos previstos para 2027 e do cumprimento dos prazos estabelecidos para a recuperação dos trechos danificados.