Política e Transparência

Operação contra corrupção prende presidente do TCE-MT e tem alvos em MS

PF investiga suspeitas de irregularidades em contratos públicos, favorecimento de empresas e movimentações financeiras; ação mobiliza mais de 180 policiais em três estados






Uma investigação sobre suspeitas de corrupção e irregularidades na administração de recursos públicos resultou na prisão do presidente do TCE-MT (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso), Sérgio Ricardo de Almeida,.

A operação da PF (Polícia Federal) também tem desdobramentos em Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Batizada de Tomada de Contas, a ação foi autorizada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e mobiliza mais de 180 policiais federais para o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão.

A Justiça também determinou medidas de quebra de sigilo e sequestro de bens dos investigados.

O principal foco da investigação é a suspeita de manipulação de contratos administrativos e pagamentos realizados pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso, órgão responsável por fiscalizar a aplicação de recursos públicos.

Segundo a PF, há indícios de que contratos tenham sido suspensos como forma de pressionar fornecedores, além de possíveis favorecimentos na liberação de pagamentos a empresas.

Os investigadores também apuram divergências em valores pagos, movimentações bancárias consideradas suspeitas envolvendo servidores públicos e saques frequentes em dinheiro.

Uma das linhas de investigação procura esclarecer a relação entre depósitos bancários e retiradas de valores realizadas nas dependências do próprio tribunal.

Mandados em Mato Grosso do Sul

Embora a investigação esteja concentrada em irregularidades atribuídas ao TCE de Mato Grosso, a operação também alcançou Mato Grosso do Sul.

Até o momento, a PF não divulgou quais municípios sul-mato-grossenses receberam as equipes, nem a identidade dos investigados no Estado. Também não há confirmação de envolvimento do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) nas suspeitas apuradas.

Durante as diligências, os policiais apreenderam carros de luxo, dezenas de relógios e dinheiro em espécie, incluindo dólares e euros, conforme informações divulgadas sobre a operação.

Os fatos investigados podem configurar crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A PF continua analisando documentos, contratos e movimentações financeiras para identificar possíveis beneficiários das irregularidades e esclarecer a participação de cada investigado.