Por trás das paisagens naturais e dos rios que sustentam a biodiversidade do Pantanal, uma das regiões mais conhecidas mundialmente por sua riqueza ambiental, existe uma infraestrutura essencial à preservação desse patrimônio, que envolve a coleta e o tratamento de esgoto.
Em Mato Grosso do Sul, a expansão do saneamento desempenha papel fundamental na proteção desse ecossistema, ao reduzir o lançamento de esgoto sem tratamento e contribuir para a conservação dos recursos hídricos.
A Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), por meio da PPP (Parceria Público-Privada) com a Ambiental MS Pantanal, amplia a cobertura de esgotamento sanitário nos municípios da região, promovendo melhorias na infraestrutura urbana e contribuindo para a preservação ambiental.
Em Corumbá, considerada a capital do Pantanal, a cobertura de esgoto chegou a 80,10% em setembro de 2026, segundo levantamento da empresa.
O índice representa crescimento em relação a agosto, quando estava em 77,38%.
Já Porto Murtinho, localizado às margens do Rio Paraguai, alcançou 92,35%, aproximando-se da universalização do serviço.
Os avanços ganham relevância diante da vulnerabilidade dos ecossistemas aquáticos ao lançamento de esgoto sem tratamento.
A implantação de redes coletoras e sistemas de tratamento ajuda a reduzir esses impactos, especialmente nas áreas urbanas próximas aos rios da Bacia do Alto Paraguai, onde atividades como pesca e turismo dependem diretamente das condições ambientais.
Turismo
De acordo com a Sanesul, o crescimento das cidades e do turismo aumenta a necessidade de investimentos em saneamento, fundamentais para atender à população e preservar o meio ambiente.
Nesse cenário, a coleta e o tratamento de esgoto ajudam a fortalecer o turismo e a reduzir os riscos de doenças causadas pela falta de saneamento, beneficiando moradores e visitantes.
A gestão do governador Eduardo Riedel estabeleceu como objetivo tornar Mato Grosso do Sul o primeiro estado brasileiro a universalizar o esgotamento sanitário, antecipando a meta de 2033 prevista no Novo Marco Legal do Saneamento.
Atualmente, a cobertura por localidade alcança 81,12% nos 68 municípios operados pela Sanesul.
Para atingir esse objetivo, os investimentos contemplam redes coletoras, ligações domiciliares, estações elevatórias e unidades de tratamento, estruturas necessárias para ampliar o atendimento e reduzir o descarte inadequado de esgoto.
Para o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, a ampliação do saneamento em regiões de grande importância ambiental, como o Pantanal, é uma das prioridades do Governo do Estado para antecipar a universalização do serviço.
“Ampliar o saneamento no Pantanal é contribuir para a preservação dos rios, a saúde da população e a proteção de um patrimônio ambiental brasileiro”, destaca Renato Marcílio.
Os investimentos em esgotamento sanitário seguem em todas as regiões de Mato Grosso do Sul, com obras e melhorias na infraestrutura que contribuem para ampliar o acesso da população aos serviços, promover a saúde pública e preservar os recursos naturais.






