Saúde

Chikungunya já matou 31 pessoas e infectou mais de 10,8 mil em MS

Entre as vítimas fatais, 20 tinham comorbidades, e 122 gestantes foram diagnosticadas.






Mato Grosso do Sul já contabiliza 31 mortes e 10.817 casos confirmados de chikungunya em 2026.

Os números, divulgados na segunda-feira (26) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), comprovam a gravidade da doença, que também atingiu pelo menos 122 gestantes. Ao todo, são 12.440 casos prováveis registrados no Estado.

Os dados fazem parte do boletim referente à 41ª semana epidemiológica e apontam mortes em dez municípios: Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá.

Das 31 vítimas fatais, 20 apresentavam algum tipo de comorbidade, condição que pode agravar o quadro clínico. Segundo o levantamento, não há mortes suspeitas de chikungunya aguardando confirmação.

O número de gestantes infectadas também chama a atenção. São 122 diagnósticos confirmados, o que reforça a necessidade de acompanhamento médico, especialmente diante dos riscos associados à infecção durante a gravidez.

Dengue também preocupa

Além da chikungunya, Mato Grosso do Sul acumula 3.896 casos prováveis de dengue neste ano, sendo 2.292 confirmados. A doença provocou uma morte em Bonito, enquanto outro óbito permanece sob investigação.

Nos últimos 14 dias analisados, Campo Grande, Corumbá, Três Lagoas, Sidrolândia, Jardim, Rio Negro e Bodoquena apresentaram baixa incidência de casos confirmados de dengue.

Em relação à vacinação, o Estado recebeu 241.030 doses de imunizantes contra a dengue, das quais 223.322 já foram aplicadas. A campanha atende crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses e intervalo de três meses.

Alerta para sintomas e prevenção

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela disseminação da dengue e da zika. Entre os principais sintomas estão febre, dores intensas nas articulações, dor de cabeça, fadiga e manchas avermelhadas na pele.

A orientação das autoridades sanitárias é procurar atendimento médico diante dos primeiros sintomas e evitar a automedicação. A eliminação de recipientes com água parada continua sendo uma das principais medidas para reduzir a proliferação do mosquito.

Os dados divulgados nesta segunda-feira reforçam a dimensão da chikungunya em Mato Grosso do Sul, que registra quase cinco vezes mais casos confirmados da doença do que de dengue em 2026.