Mais da metade das mulheres presas em Mato Grosso do Sul exerce alguma atividade de trabalho durante o cumprimento da pena.
Dados de agosto de 2026 mostram que 599 das 1.177 detentas participam dessas atividades, o equivalente a 50,89% da população carcerária feminina do Estado.
O levantamento é da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e considera mulheres dos regimes fechado e semiaberto.
As atividades incluem produção de alimentos, artesanato, oficinas industriais e prestação de serviços, com trabalhos remunerados e não remunerados.
Em Campo Grande, seis detentas do Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi trabalham na fabricação de fraldas e absorventes. A produção mensal chega a aproximadamente 6,4 mil unidades, destinadas às mulheres que cumprem pena nas unidades prisionais femininas do Estado.
Entre os dias 7 e 9 de outubro, representantes da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) e dos sistemas penitenciários de São Paulo e Paraná visitaram unidades prisionais de Campo Grande para conhecer as atividades desenvolvidas pelos presos.
A programação incluiu visitas ao Instituto Penal de Campo Grande e ao Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, que mantêm atividades como panificação, marcenaria, serralheria e horticultura.
O trabalho durante o cumprimento da pena é previsto na Lei de Execução Penal e pode contribuir para a redução do tempo de prisão. Pela legislação, a cada três dias trabalhados, o preso pode obter a remição de um dia de pena, desde que atendidos os requisitos legais.
Apesar de mais da metade das detentas exercer alguma atividade, 578 mulheres permanecem fora dos programas de trabalho. O levantamento não detalha os motivos dessa diferença nem informa quantas aguardam oportunidades.
Considerando toda a população prisional de Mato Grosso do Sul, incluindo homens e mulheres, o percentual de presos que trabalham é de 36,46%, segundo os dados da Agepen referentes a agosto de 2026.






