O Corinthians aguarda uma resposta da Caixa Econômica Federal sobre uma proposta que pode encerrar a dívida de aproximadamente R$ 630 milhões pela construção da Neo Química Arena.
O plano já chegou ao Conselho de Administração do banco e envolve a exploração comercial do nome do estádio.
Pela proposta, a Caixa assumiria os naming rights da Arena por um período a ser definido e, em contrapartida, o débito seria considerado quitado. A diretoria corintiana calcula que o direito de dar nome ao estádio vale atualmente cerca de R$ 70 milhões por temporada.
Hoje, os naming rights pertencem à Hypera Pharma, em contrato firmado em 2020. O acordo rende aproximadamente R$ 15 milhões anuais, com correção pela inflação, valor considerado abaixo do potencial atual pela direção do clube.
A negociação não se limita ao nome da Arena. O projeto apresentado à Caixa também prevê outros negócios, como títulos de capitalização, cartões ligados ao programa Fiel Torcedor e a transferência da operação financeira do Corinthians para o banco.
Enquanto as conversas avançam, o Corinthians deixou de pagar a terceira parcela trimestral da dívida em 2026, de aproximadamente R$ 28 milhões. Segundo a diretoria, houve aval para a suspensão durante as negociações. As duas primeiras parcelas do ano, que somaram R$ 56 milhões, foram pagas.
O clube também tenta recuperar R$ 27 milhões mantidos em uma conta reserva prevista no contrato de renegociação. A diretoria espera que a Caixa formalize tanto a suspensão temporária das parcelas quanto a eventual liberação desse dinheiro.
Desde a inauguração da Arena, em 2014, o Corinthians desembolsou cerca de R$ 600 milhões para pagar o financiamento. O acordo atualmente em vigor prevê a quitação do saldo até dezembro de 2041, mas a nova proposta busca encerrar a pendência antecipadamente.
A negociação ainda não está concluída e depende da aprovação e formalização por parte da Caixa. (Com ge)





