Visto como tendencioso pela oposição, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, rejeitou um pedido apresentado pela defesa de Flávio Bolsonaro (PL) para afastar o ministro Flávio Dino da relatoria de processos relacionados ao candidato, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e às eleições de 2026.
A solicitação buscava retirar de Dino ações que ganharam repercussão durante a campanha presidencial.
Os advogados de Flávio alegaram que a atuação política anterior do ministro e sua relação com Lula poderiam comprometer, na avaliação da defesa, a imparcialidade necessária para analisar os casos.
O argumento não foi acolhido por Fachin. O processo tramita em segredo de Justiça e, até o momento, a íntegra da decisão do presidente do Supremo não foi divulgada.
No pedido, a defesa sustentou que o afastamento de Dino não impediria o prosseguimento das investigações. A intenção, segundo os advogados, seria transferir os processos para outro integrante da Corte.
Entre os casos citados estão ações relacionadas às emendas parlamentares, ao financiamento do filme Dark Horse, ligado à trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de demandas apresentadas pelo PT ao Supremo.
A defesa também relacionou o pedido à proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4). Os advogados questionaram a permanência sob a mesma relatoria de processos envolvendo Lula, Flávio e assuntos com possíveis reflexos na disputa eleitoral.
A decisão ocorre em meio a uma sequência de embates jurídicos envolvendo Dino e decisões relacionadas à eleição. Nos últimos dias, o ministro também esteve no centro da disputa sobre publicações que associavam Flávio Bolsonaro à retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
Com a rejeição do pedido por Fachin, Dino permanece responsável pelos processos para os quais já havia sido designado, salvo eventual mudança posterior determinada pelo próprio Supremo.





