Política e Transparência

Gerson reforça campanha baseada em diálogo e presença nos municípios

Presidente da ALEMS aparece com 2,40% na pesquisa espontânea e intensifica agendas pelo interior na reta final da eleição






À frente numericamente na pesquisa espontânea do Instituto Ranking Brasil Inteligência para deputado estadual, Gerson Claro (PP) entrou na reta final da campanha reforçando uma estratégia que diz adotar também no mandato: percorrer os municípios, ouvir a população e levar para a Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) os problemas encontrados em cada região.

O deputado, que preside a Mesa Diretora da Casa, aparece com 2,40% das intenções espontâneas no levantamento realizado entre os dias 21 e 25 de setembro.

Foram ouvidos 2 mil eleitores em 30 municípios, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Em entrevista à Rádio Difusora, na terça-feira (29), Gerson colocou justamente a proximidade com os municípios como uma das marcas que pretende manter caso seja reeleito. Para ele, o trabalho político precisa sair dos gabinetes e chegar diretamente às comunidades.

“Eu vou ao município, visito a Associação Comercial, o Sindicato Rural, a OAB, o hospital, as entidades. Qual é a dor daqui? Como é que nós temos que trabalhar? Se você não faz isso, fica distante da população”, afirmou.

Gerson resumiu a posição com uma das frases mais fortes da entrevista: “Político não pode ser político de gabinete. Tem que ter cheiro de gente, gostar de gente e ter empatia com a população”.

Segundo ele, ouvir moradores, prefeitos, vereadores e representantes de entidades é uma forma de identificar problemas que nem sempre chegam ao Legislativo.

Regionalização da saúde

O deputado também defendeu que a reta final da eleição seja concentrada em propostas e nos problemas que atingem diretamente a população. Ao falar sobre saúde, reconheceu avanços na regionalização do atendimento, mas afirmou que ainda existem dificuldades que precisam ser enfrentadas.

“Queremos saber o que cada candidato vai fazer. Eu tenho compromisso com o desenvolvimento econômico e social. A saúde melhorou com a regionalização, mas ainda estamos devendo para a população: há gente na fila de exames e de cirurgias”, declarou.

Durante a entrevista, Gerson também criticou a transformação da campanha em uma disputa por conteúdos de grande repercussão nas redes sociais, sem discussão de problemas concretos.

“O político tem que ter palavra, compromisso e saber falar daquilo que interessa à população. Esse debate do faz de conta, da viralização da rede social, resolve o momento, mas não põe comida na mesa do trabalhador brasileiro”, disse.

O parlamentar ainda se posicionou contra o uso de questões religiosas como instrumento da disputa eleitoral. “Trazer o conteúdo religioso para o debate é desviar o foco daquilo que interessa para a população. Nós temos uma Constituição de 88 que diz que o Estado é laico”, afirmou.

Na avaliação de Gerson, a confiança do eleitor passa pela capacidade do político de cumprir compromissos, reconhecer problemas e manter contato com a população depois da eleição. É nesse discurso de presença nos municípios e diálogo direto que o candidato concentra os últimos dias de campanha antes da votação de domingo (4).