O Corinthians tenta reduzir o valor da dívida da Neo Química Arena e estabelecer uma nova forma de pagamento junto à Caixa Econômica Federal.
Representantes do clube participaram de reuniões em Brasília nesta semana e deixaram os encontros com avaliação positiva sobre a possibilidade de avançar em um acordo.
As conversas começaram na terça-feira (22) e continuaram na quarta-feira (23). Apesar do avanço nas negociações, ainda não existe um acerto definitivo entre as partes. A expectativa é que os próximos passos sejam definidos a partir da próxima semana.
O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, e o diretor de Negócios Jurídicos, Pedro Soares, integram a comitiva alvinegra.
O ex-diretor de futebol Rubens Gomes, o Rubão, também participa das articulações, apesar de atualmente não ocupar cargo na administração do clube.
Clube avalia dois caminhos
Corinthians e Caixa trabalham atualmente com dois modelos para tentar resolver a pendência relacionada à construção do estádio. Os detalhes das propostas são tratados de forma reservada.
O objetivo do clube é chegar primeiro a uma redução do montante devido e, a partir do novo valor, estabelecer condições de pagamento consideradas sustentáveis para as finanças corintianas.
Uma das possibilidades discutidas nos bastidores envolve receitas futuras dos direitos de nome do estádio. Segundo informações publicadas pela Gazeta Esportiva, um futuro contrato de naming rights poderia chegar a R$ 70 milhões por temporada e ser utilizado como garantia em uma eventual operação.
A renegociação também poderia permitir que o Corinthians recuperasse receitas da Neo Química Arena que atualmente permanecem comprometidas com o pagamento da dívida. Depois da quitação do valor que vier a ser negociado, o clube voltaria a ter acesso integral aos recursos provenientes dos direitos de nome.
Quitação total não entrou na negociação
A possibilidade de considerar a Arena já integralmente paga não faz parte das atuais conversas com a Caixa.
A hipótese ganhou espaço nas últimas semanas após um levantamento do perito Anísio Costa Castelo Branco apontar possíveis divergências nos cálculos do financiamento. O estudo levantou questionamentos sobre os valores cobrados pelo banco, mas não foi utilizado pela diretoria nas reuniões realizadas em Brasília.
O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) abriu procedimento para analisar uma possível cobrança indevida relacionada ao financiamento. A representação que deu origem à apuração aponta divergências de aproximadamente R$ 255,75 milhões. O procedimento é administrativo e uma perícia técnica foi determinada para verificar os cálculos.
Na negociação conduzida diretamente pelo clube, porém, a estratégia é diferente. Em vez de tentar obter o reconhecimento de que não existe mais débito, a diretoria busca chegar a um novo valor e construir um formato de pagamento com a Caixa.
As tratativas continuam e, até o momento, nenhum acordo foi assinado. A expectativa dentro do Corinthians é de que as conversas tenham novos desdobramentos já na próxima semana. (Com informações da Gazeta Esportiva)






