O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou que vê “uso eleitoreiro” no anúncio feito pelo governo federal de reajuste do Bolsa Família, nesta quinta-feira (17).
“Ninguém é contra apoiar quem mais precisa, e o valor do Bolsa Família deve proteger quem vive em vulnerabilidade. Mas aprovar R$ 5,8 bi de reajuste a 17 dias da eleição escancara o uso eleitoreiro do programa”, escreveu na rede social X.
Caiado acrescentou: “A dívida do país está no vermelho. É um desgoverno que rifa o futuro do país sem o menor pudor”.
O reajuste do programa é de 15%, portanto, o valor mínimo do benefício sobe de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio vai aumentar de R$ 675 para R$ 777.
O aumento começa a valer na folha de outubro, com pagamentos a partir do dia 19. Segundo o governo, a medida terá impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas ainda em 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027.
O governo sustenta que o reajuste corresponde à recomposição da inflação acumulada desde a reformulação do Bolsa Família, em março de 2023. A AGU (Advocacia-Geral da União) também afirmou que a correção não amplia o público atendido e, em sua interpretação, não esbarra nas vedações da legislação eleitoral. (Com informações do Estadão Conteúdo)





