A liderança de Eduardo Riedel (PP) na corrida pelo Governo de Mato Grosso do Sul aparece consolidada em mais uma pesquisa eleitoral. Levantamento Real Time Big Data divulgado coloca o governador 16 pontos percentuais à frente do principal adversário, em um cenário que coincide com índices positivos de avaliação de sua administração.
Riedel tem 42% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Fábio Trad (PT) aparece com 26%. João Henrique Catan (Novo) ocupa a terceira posição, com 13%, seguido por Delcídio Amaral (PRD), com 5%.
Renato Gomes (DC) soma 3%, Lucien Rezende (PSOL), 2%, e Jefferson Bezerra (Agir), 1%. Daniel Lemes (PCO) não pontuou. Brancos e nulos representam 4%, mesmo percentual dos que não souberam ou não responderam.
A vantagem do governador ocorre em meio a uma avaliação majoritariamente favorável de sua administração. Pesquisa Quaest/TV Morena divulgada no fim de agosto mostrou 44% dos eleitores classificando o governo positivamente, 42% como regular e apenas 7% negativamente. Já levantamento AtlasIntel divulgado na semana passada apontou aprovação de 51% da gestão estadual, contra 30% de desaprovação.
Continuidade de investimentos
O desempenho eleitoral também ocorre após quase quatro anos em que Riedel apostou na continuidade de investimentos estaduais e no municipalismo, com obras e repasses distribuídos pelos 79 municípios. Entre as vitrines da administração estão programas de pavimentação, drenagem e recuperação de rodovias, além da ampliação da infraestrutura digital e dos investimentos em saneamento.
Na saúde, a regionalização ganhou espaço com a ampliação da estrutura hospitalar no interior. Uma das principais entregas foi o Hospital Regional de Dourados, enquanto a estratégia do governo tem buscado reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para Campo Grande.
Na educação, a gestão avançou na implantação do ensino em tempo integral, modernização de escolas e qualificação profissional. Em Campo Grande, por exemplo, 52 das 76 escolas estaduais funcionam em período integral. O governo também ampliou programas de formação de mão de obra e qualificação para atender setores que receberam novos investimentos privados no Estado.
A área social completa parte dessa estratégia. Programas como Mais Social, Conta de Luz Zero, MS Supera e Cuidar de Quem Cuida foram mantidos ou ampliados durante a administração, alcançando famílias de baixa renda, estudantes e cuidadores.
Riedel promete ampliar modelo em segundo mandato
A campanha pela reeleição tenta transformar essas entregas em argumento para mais quatro anos de governo. No plano registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Riedel propõe ampliar o ensino integral, reforçar alfabetização e matemática, aproximar a formação profissional das necessidades do mercado de trabalho e aumentar o uso de tecnologia e inovação nas escolas.
Na saúde, estão entre as propostas colocar em funcionamento o Hospital Regional do Pantanal, ampliar consultas e exames especializados, fortalecer hospitais regionais, expandir a telemedicina e integrar os sistemas de regulação.
Para a segurança pública, o programa prevê mais inteligência e tecnologia no combate ao crime organizado e reforço das operações contra crimes de fronteira. Infraestrutura, habitação, logística, transição energética e atração de investimentos também aparecem entre os principais eixos.
Vantagem aparece em diferentes pesquisas
O Real Time Big Data não é o único instituto a apontar Riedel na dianteira. Pesquisa AtlasIntel divulgada no último dia 3 mostrou o governador com 49%, contra 26% de Fábio Trad e 12,4% de Catan.
Outro levantamento divulgado nesta quinta-feira, desta vez pelo Ranking Brasil Inteligência, coloca Riedel com 48% das intenções de voto na modalidade estimulada.
No Real Time Big Data, foram entrevistados 1.600 eleitores de Mato Grosso do Sul entre os dias 5 e 9 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número MS-00223/2026.
O Ranking Brasil ouviu 2 mil eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 4 e 9 de setembro, em 30 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. O levantamento foi registrado sob os números MS-09894/2026 e BR-08288/2026.





