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Conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia elevam pressão sobre combustíveis

Escalada da tensão no Mar Vermelho e ataques a instalações de energia na Arábia Saudita ampliam temor de redução da oferta






Os preços dos combustíveis ganharam nova pressão no mercado internacional com a escalada dos conflitos no Oriente Médio e a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia. Derivados de petróleo, como o diesel, registram altas mais fortes diante do risco de interrupções no fornecimento de energia.

A tensão aumentou após o conflito no Oriente Médio avançar para o Mar Vermelho, região estratégica próxima à Arábia Saudita.

Paralelamente, a guerra no Leste Europeu continua afetando o mercado energético e contribuindo para a preocupação com a oferta global.

O cenário pode encarecer os combustíveis e voltar a pressionar a inflação em diferentes países. Uma alta prolongada dos preços também pode dificultar o trabalho dos bancos centrais, que tentam manter a inflação sob controle.

Darrell Fletcher, diretor-executivo de commodities da Bannockburn Capital Markets, avalia que a tendência é de avanço persistente dos preços à medida que o conflito se prolonga. Segundo ele, a redução dos estoques e das reservas globais mantém um ambiente favorável à valorização dos derivados de petróleo.

Ataques ampliam temor sobre oferta

A preocupação também se concentra na Arábia Saudita, onde o grupo rebelde Houthi, do Iêmen, tem realizado ataques contra instalações do setor de energia.

Nas últimas semanas, a refinaria de Jazan esteve entre os alvos. A unidade tem capacidade para processar cerca de 400 mil barris de petróleo por dia, e novos ataques podem comprometer uma oferta de combustíveis que já enfrenta restrições.

Para Tamas Varga, analista da corretora PVM, o risco de uma interrupção prolongada no fornecimento aumentou significativamente com a escalada das tensões entre EUA e Irã.

Embora a inflação mais elevada possa reduzir o consumo e, consequentemente, a demanda por petróleo, a avaliação é de que, neste momento, a oferta permanece insuficiente para acompanhar a procura. A combinação mantém os preços dos combustíveis sob pressão e aumenta a preocupação com novos impactos sobre a inflação mundial. (InvestNews)