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Mercado financeiro eleva projeção para PIB de 2026 e mantém dólar em R$ 5,20

Estimativa para a economia brasileira passou de 1,92% para 1,93%, enquanto previsão para o câmbio permanece em R$ 5,20 no fim do ano






O mercado financeiro melhorou levemente a perspectiva para o desempenho da economia brasileira em 2026. A projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) passou de 1,92% para 1,93%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central.

Para 2027, a expectativa permaneceu em 1,5%. Já para 2028, as instituições financeiras projetam expansão de 1,96%, enquanto a estimativa para 2029 é de crescimento de 2%.

A revisão ocorre após a divulgação dos dados mais recentes da atividade econômica. No segundo trimestre de 2026, o PIB brasileiro avançou 0,5% em relação aos três primeiros meses do ano. Na comparação com o mesmo período de 2025, o crescimento acumulado em 12 meses chegou a 1,9%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Economia mantém trajetória de crescimento

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com avanço nos três grandes setores e destaque para a agropecuária. Foi o quinto ano consecutivo de crescimento do PIB.

Apesar da melhora marginal na previsão para 2026, a expectativa do mercado indica uma desaceleração em relação ao ritmo registrado no ano passado.

Para os próximos anos, as projeções apontam uma expansão moderada da atividade econômica, com o PIB estimado em 1,5% em 2027 e próximo de 2% em 2029.

Dólar deve terminar o ano em R$ 5,20

A previsão para o câmbio permaneceu estável no levantamento desta semana. As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central projetam o dólar em R$ 5,20 no fim de 2026.

Para dezembro de 2027, a expectativa é de uma cotação um pouco mais alta, de R$ 5,30.

As projeções fazem parte do Focus, levantamento realizado semanalmente pelo Banco Central com instituições do mercado financeiro. O relatório reúne expectativas para os principais indicadores da economia, como inflação, juros, PIB e câmbio. (Agência Brasil)