O avanço da produção e da industrialização de Mato Grosso do Sul precisa ser acompanhado por melhorias na infraestrutura logística, segundo o candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL 222). Entre as prioridades defendidas por ele estão a retomada da Malha Oeste, a dragagem do Rio Paraguai e a conclusão dos acessos à Rota Bioceânica.
Em entrevista à Rádio FM Antena 1, nesta terça-feira (1º), o ex-governador afirmou que a produção estadual dobrou nos últimos anos, passando de 14 milhões para 28 milhões de toneladas, e deve superar 30 milhões nos próximos dois anos.
“Não dá pro Estado crescer sem hidrovia e ferrovia. São modais importantes hoje pra um Estado que produz tanto igual ao nosso”, afirmou.
Para Reinaldo, a recuperação da Malha Oeste permitiria reduzir a dependência das rodovias e os custos do transporte de cargas. Ele afirmou que pretende colocar o tema entre suas prioridades caso seja eleito.
“A Malha Oeste é uma prioridade. Não dá para Mato Grosso do Sul conviver sem uma ferrovia. Está muito caro o transporte por rodovias”, disse.
O candidato também defendeu a dragagem de trechos do Rio Paraguai para ampliar o transporte de minério de ferro produzido na região de Corumbá. Segundo ele, o uso da hidrovia ajudaria ainda a diminuir o fluxo de caminhões pela BR-262 e os impactos desse transporte no Pantanal.
Outro ponto destacado foi a Rota Bioceânica. Reinaldo afirmou que empresários já investem em estruturas logísticas em municípios localizados no corredor diante da expectativa de ampliar o acesso aos mercados asiáticos, destino de cerca de 67% das exportações sul-mato-grossenses.
Para que esse potencial seja aproveitado, porém, ele cobrou a conclusão do acesso brasileiro à ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, além da implantação de uma estrutura aduaneira capaz de agilizar o transporte de mercadorias entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Na avaliação do candidato, a combinação entre ferrovia, hidrovia e Rota Bioceânica pode reduzir gargalos logísticos e acompanhar a expansão econômica do Estado.
“Eu não tenho dúvida de que o Estado vai dar um grande salto no desenvolvimento econômico, gerando mais empregos e renda para todos”, concluiu.





