Campo Grande deve encerrar 2026 com crescimento de 2,5% no PIB (Produto Interno Bruto), acima das projeções de 1,9% para Mato Grosso do Sul e de 2% para o Brasil.
Os dados constam no Boletim Econômico da Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável).
O setor de serviços continua como principal motor da economia campo-grandense e responde por 82,4% do VAB (Valor Adicionado Bruto) do município.
O segmento também liderou a abertura de empregos no primeiro semestre, enquanto a construção civil manteve desempenho positivo.
De janeiro a junho, Campo Grande criou 3.541 empregos com carteira assinada e chegou a 236.695 vínculos formais. Serviços respondeu por 2.088 novas vagas e a construção civil por outras 1.467.
A expansão também aparece no número de negócios em funcionamento. Em julho, a Capital contabilizava 149.147 empresas ativas, alta de 44,62% em relação a 2020. MEIs (Microempreendedores Individuais), MEs (Microempresas) e EPPs (Empresas de Pequeno Porte) representam 94,55% dos CNPJs ativos.
O comércio exterior também avançou. As exportações cresceram 40,24% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2025 e somaram US$ 462,47 milhões. O superávit comercial chegou a US$ 252,23 milhões, maior resultado para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997.
Entre as medidas adotadas pela Prefeitura para facilitar a atividade econômica estão a Lei de Liberdade Econômica Municipal, que dispensou a exigência de alvará para 654 atividades de baixo risco, e a implantação do Alvará de Construção 100% digital, que permite a tramitação eletrônica dos processos.





