Política e Transparência

Projeto quer igualar licenças de professores convocados e efetivos em MS

Proposta de Pedro Kemp prevê os mesmos prazos para casos de luto e casamento e garante ausência para acompanhamento de filhos em tratamento de saúde






Professores convocados da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul poderão ter os mesmos prazos de licença atualmente assegurados aos docentes concursados.

A mudança está prevista no PLC (Projeto de Lei Complementar) 02/2026, de autoria do deputado estadual Pedro Kemp (PT), que tramita na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).

A proposta busca reduzir diferenças entre profissionais que desempenham as mesmas funções nas escolas estaduais.

Conforme a justificativa do projeto, os convocados representam cerca de 70% dos professores em sala de aula e, apesar de terem carga horária e titulação equivalentes, recebem entre 45% e 51% menos que os efetivos.

O texto estabelece até oito dias de licença em caso de morte de cônjuge, companheiro, pais, padrasto ou madrasta, filhos, enteados ou irmãos. O mesmo período seria concedido para licença em razão de casamento.

O projeto também garante ausência justificada ao professor que precisar acompanhar filho menor de 18 anos em consultas, exames ou tratamentos de saúde. No caso de filhos com deficiência, o direito seria assegurado independentemente da idade.

Pela proposta, essas ausências não poderão ser registradas como faltas injustificadas nem resultar em rescisão de contrato, redução da carga horária ou outras penalidades.

O PLC segue agora para análise da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) da Assembleia Legislativa. Se receber parecer favorável, continuará a tramitação antes de ser levado à votação em plenário.