A menos de um dia de completar três meses da morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu que ela foi vítima de feminicídio.
O crime ocorreu em 18 de maio, em uma propriedade na Chácara dos Poderes, em Campo Grande, e o principal suspeito é o marido da vítima, o médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos.
Conforme informações divulgadas pelo Midiamax, João teve a prisão preventiva decretada na última sexta-feira (14), por determinação do juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.
A prisão ocorreu após a conclusão das perícias técnicas realizadas durante a investigação.
Na tarde desta segunda-feira (17), a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) confirmou que o caso é tratado como feminicídio e descartou a possibilidade de suicídio, inicialmente considerada.
Segundo a Polícia Civil, laudos produzidos pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) reuniram elementos suficientes para comprovar a materialidade do crime e afastar a hipótese de que Fabíola tenha tirado a própria vida.
Prisão mantida
João passou por audiência de custódia na manhã de sábado (15), quando a prisão foi mantida pela Justiça. No mesmo dia, ele foi submetido a exame de corpo de delito no Imol, que não identificou sinais recentes de lesões corporais.
Durante a audiência, o médico também afirmou não ter sofrido maus-tratos durante a prisão ou enquanto esteve na delegacia.
A defesa pediu a revogação da prisão preventiva e que o cardiologista fosse encaminhado ao Centro de Triagem, levando em consideração sua idade e seu estado de saúde. O pedido de liberdade não foi analisado naquele momento por questão de competência, mas houve recomendação para que ele fosse encaminhado à unidade prisional.
Defesa nega versão apontada pela investigação
Ao Midiamax, o advogado José Belga Assis Trad, que representa João, afirmou que o médico mantém a versão apresentada desde o início do caso.
Segundo a defesa, o inquérito policial ainda está na fase investigativa e não permite o exercício pleno do contraditório. O advogado também afirmou que eventuais questionamentos sobre a investigação e pedidos de produção de provas serão apresentados na fase judicial, caso a denúncia seja recebida.
A defesa ainda declarou que João “se mantém firme na sua versão” e criticou o que classificou como exploração “enviesada e sensacionalista” da morte de Fabíola.





