Os contratos futuros de petróleo extendem nesta segunda-feira (10) as altas vistas no fim da semana passada, com a continuidade de incertezas no Oriebte Médio para a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, canal fundamental para o mercado de energia global.
No fim de semana, Teerã afirmou que não estava participando de negociações com os Estados Unidos e apresentou uma lista de exigências para a reabertura do estreito, após Donald Trump afirmar que está conduzindo conversas com o Irã de forma discreta.
Por volta de 8h40, os contratos do barril Brent - referência no mercado global - subiam 1,1%, negociados a US$ 84,46.
Na mesma hora, o WTI - base do mercado nos EUA - avançava 1,1%, a US$ 79,06 o barril.
O movimento dá continuidade ao viés de alta observado na sexta-feira (7), apesar de a semana passada ter encerrado com forte queda nos contratos.
Teerã exige que os EUA cessem ataques, acabem com o bloqueio aos portos, retirem as forças militares americanas do entorno do Irã, suspendam as sanções, descongelem os ativos iranianos e indenizem os danos de guerra.
Desde que o Irã fechou a importante via navegável após a retomada dos combates em julho, os petroleiros têm ficado praticamente impossibilitados de atravessar o Estreito de Ormuz.
O aumento das tensões praticamente anulou o acordo de cessar-fogo assinado em junho, que previa a reabertura do estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Teerã está em negociações com Omã para aprovar a passagem segura pelo estreito, mas alertou que isso não significa a reabertura da hidrovia.
A interrupção do fluxo de petróleo foi agravada pelo bloqueio efetivo do Estreito de Bab el-Mandeb pelos houthis, apoiados pelo Irã, que liga o Golfo de Aden e o Oceano Índico ao Mar Vermelho. Os rebeldes houthis também atacaram uma refinaria de petróleo saudita na costa do Mar Vermelho. (Com CNN)





