Policial

Morte de menina de 13 anos durante live leva polícia a investigar suspeitos

Operação cumpriu mandados em cinco estados contra cinco adolescentes e um adulto suspeitos de coagir, ameaçar e influenciar a vítima pelas redes sociais






Seis pessoas suspeitas de envolvimento na morte de uma menina de 13 anos, ocorrida durante uma transmissão ao vivo em uma rede social, viraram alvo de uma operação policial nesta terça-feira (4).

Os mandados, segundo reportagem do G1MS, foram cumpridos em cinco estados e, até a última atualização, quatro adolescentes haviam sido apreendidos.

De acordo com a publicação, a vítima morava em Naviraí, em Mato Grosso do Sul, e morreu no mês passado, dentro da residência onde vivia com a família. O episódio foi transmitido em uma live na plataforma Discord e passou a ser investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

Entre os alvos identificados pela investigação estão cinco adolescentes e um adulto. Eles são suspeitos de induzir, coagir e ameaçar a menina, além de incentivar comportamentos de risco.

A ofensiva desta terça-feira alcançou suspeitos no Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará e Rio de Janeiro.

A investigação contou com apoio do Ciberlab (Laboratório de Operações Cibernéticas), ligado ao MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), responsável por auxiliar na apuração de crimes praticados no ambiente digital.

Outra adolescente também teria sido alvo

A apuração policial indica que a menina de Naviraí pode não ter sido a única vítima do grupo.

Pessoas com conhecimento da investigação relataram que outra adolescente que participava da mesma transmissão também teria sofrido pressão dos participantes para se colocar em risco. Ela, porém, deixou a live.

Os investigadores também apuram a possível prática de outros crimes envolvendo os suspeitos. Entre os episódios sob análise está um caso de maus-tratos contra um animal.

Como buscar ajuda

Pessoas que estejam passando por sofrimento emocional podem procurar familiares, responsáveis ou outros adultos de confiança e buscar atendimento nos serviços públicos de saúde.

O SUS (Sistema Único de Saúde) mantém a RAPS (Rede de Atenção Psicossocial), que inclui os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial). Unidades de atenção básica também podem realizar o acolhimento inicial e encaminhar o paciente para acompanhamento adequado.

O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, com atendimento 24 horas por dia. Também existem instituições voltadas à orientação e ao acolhimento, como o Instituto Vita Alere, a Rede Pode Falar, destinada a jovens, e entidades de apoio a pessoas enlutadas.