Pré-candidato do Republicanos a deputado federal, o ex-secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, comemora o avanço dos trâmites para a materialização de um desejo antigo de Ponta Porã: ser uma cidade servida por um porto seco, ou estação aduaneira interior.
Defensor da medida, especialmente quando dirigiu a Semadesc, entre 2015 e 2026, Verruck está convicto que a agregação de valores criará um novo ciclo de benefícios nesta região de fronteira com o Paraguai.
“Redução de burocracia para quem atua no comércio com o país vizinho, maior competitividade para as empresas e, consequentemente, mais desenvolvimento para Ponta Porã e todas as localidades do seu entorno, no Brasil e no Paraguai”, assegura.
“Um conjunto de benefícios o município vai receber com a implantação do porto seco, significando mais investimentos, mais emprego e oportunidades para quem vive na região”, reforçou.
Concorrência
A Receita Federal lançou a Concorrência Eletrônica nº 43/2026 para escolher a empresa que vai implantar e operar o terminal. O leilão para definir a vencedora será dia 17 de novembro próximo.
O custo estimado é de R$ 96,8 milhões, com um contrato de concessão de 25 anos (prorrogável por mais 10). O início das operações pode ocorrer em até 18 meses após a definição da concessionária.
“A realidade que em breve será vivenciada por Ponta Porã é resultado de um planejamento de muitos anos e que agora vai sair do papel”, exulta Verruck, economista e doutor em Desenvolvimento. Ele cita exemplos de cidades que agregaram muitos valores e progridem após a criação dos portos secos, entre elas Uruguaiana (RS), Foz do Iguaçu (PR) e Anápolis (GO).
O de Uruguaiana é o maior porto seco rodoviário do Brasil e movimentou mais de R$ 40 bilhões, registrando um trânsito de mais de 268 mil caminhões na fronteira com a Argentina, sendo vital para o fluxo do Mercosul. Folha CG





