Policial

Golpe de falso advogado faz sargento da PM perder R$ 5,2 mil

Promessa de acesso a recursos do BNDES terminou em prejuízo, ameaça e prisão do suspeito em Dourados.






O que começou como a promessa de facilitar um financiamento para uma empresa terminou com prejuízo, ameaças e prisão em Dourados, informa reportagem do G1MS.

De acordo com a publicação, um homem de 39 anos, que se apresentava como advogado e contador sem possuir registro nas profissões, foi preso após aplicar um golpe de R$ 5.221,50 contra um 3º sargento da PM (Polícia Militar).

Segundo a PC (Polícia Civil), ele já possui antecedentes por estelionato e exercício ilegal da profissão.

A investigação aponta que o suspeito convenceu o policial de que conseguiria intermediar a liberação de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a empresa da qual a vítima é sócia. Para dar início ao suposto processo, recebeu R$ 4.500 via Pix, em 12 de junho.

Nas semanas seguintes, o homem voltou a cobrar novas quantias. Desta vez, alegou que seria necessário pagar R$ 400 por honorários contábeis e outros R$ 321,50 para uma suposta alteração na alíquota da empresa. Apesar dos pagamentos, nenhum procedimento foi realizado.

A fraude começou a desmoronar quando o 3º sargento da PM passou a desconfiar da demora e exigiu a apresentação dos registros profissionais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e do CRC (Conselho Regional de Contabilidade). Conforme a ocorrência, o suspeito admitiu que não era advogado nem contador.

Ao cobrar a devolução do dinheiro, o policial recebeu uma resposta agressiva. Segundo o boletim de ocorrência, o homem afirmou que não devolveria "merda nenhuma" e levou a mão à cintura, dando a entender que estava armado. Diante da ameaça, o militar conseguiu imobilizá-lo até a chegada de uma equipe da PM.

Durante a abordagem, foi localizada uma pistola calibre 7,65 com a numeração de identificação raspada. O suspeito foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados.

Ele foi autuado por estelionato, ameaça, porte ilegal de arma de fogo e exercício ilegal da profissão. No domingo (26), a Justiça negou o pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa e converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.