Apelidada de "traidora" por adversários ligados ao bolsonarismo após romper com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) oficializou ontem (26) sua candidatura à reeleição ao Senado por Mato Grosso do Sul.
A homologação ocorreu durante convenção do PSB, em Campo Grande, consolidando a aliança da parlamentar com a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) na disputa eleitoral deste ano.
A candidatura marca uma reviravolta na trajetória política de Soraya. Em 2018, ela foi eleita pelo então PSL, partido que impulsionou a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República.
Naquele pleito, conquistou 373.712 votos e garantiu uma das duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado. Desde então, rompeu com o grupo político que a elegeu, disputou a Presidência da República em 2022 pelo União Brasil e, após passagem pelo Podemos, filiou-se ao PSB em abril deste ano.
Ao lançar sua candidatura, Soraya afirmou que pretende manter como prioridades o combate à corrupção, políticas voltadas às mulheres, agricultura familiar, proteção animal, inclusão social e fortalecimento da economia.
A senadora também defendeu ações voltadas às mães solo, mães atípicas e à população LGBTQIA+, além de afirmar que continuará defendendo a democracia e a soberania nacional.
"Primeiro, essa questão do combate à corrupção pra mim é um princípio. Vamos trabalhar a questão feminina, a agricultura familiar, a causa animal. Dentro das mulheres temos as mães solo, as mães atípicas e também a causa LGBTQIA+. É importante garantir mais segurança, respeito e inclusão para essas pessoas. Acima de tudo, defender a soberania do nosso país, a democracia e a economia", declarou.
Suplentes definidos
A convenção também definiu os nomes que irão compor a chapa de Soraya Thronicke ao Senado. O empresário Bruno Migueis, presidente do PT de Corumbá, foi escolhido como primeiro suplente. Já a professora Sandra Cassone, vice-presidente do PSB de Itaquiraí, ocupará a segunda suplência.
Com a candidatura homologada, Soraya buscará renovar o mandato em uma eleição marcada pela mudança de seu posicionamento político em relação ao pleito de 2018, quando chegou ao Senado impulsionada pela ascensão de Jair Bolsonaro. Agora, seis anos depois, disputará a reeleição integrada ao campo político que fazia oposição ao ex-presidente, cenário que motivou críticas de antigos aliados e consolidou sua aproximação com partidos da base do governo federal.





