O dólar opera em viés de alta nos primeiros negócios com investidores analisando sinais de trégua no conflito no Oriente Médio, que derrubam os preços do petróleo no exterior.
No radar também estão balanços corportativos, com destaque para big techs nos EUA, além das decisões de juros pelo Fed (Federal Reserve) e BoE (Banco da Inglaterra) nesta semana.
Por volta de 10h10, o dólar à vista subia 0,15%, negociado a R$ 5,091 na venda.
O número vai na direação oposta a perda de força do dólar ante uma cesta de moedas fortes, segundo índice DXY.
Preços do petróleo derretem
Os preços do petróleo derretem nesta segunda-feira, após Estados Unidos e o Irã anunciarem uma pausa nas hostilidades durante o final de semana, tirando parte do temor de disrupções no abastacimento global de energia.
A sinalização de negociações entre Washington e Teerã ocorre após mais de 10 dias seguidos de escalada nas tensões no Oriente Médio, o que levou o preço futuro do barril para acima da marca de US$ 100 na semana passada.
No meio da manhã, os contratos do tipo Brent - usado na maior parte do globo - perdiam 6,15%, negociados a US$ 90,83.
Na mesma hora, o WTI - referência do mercado nos EUA - cedia 5,8%, a US$ 84,14 o barril.
Os mercados encerraram a semana passada abalados pela escalada das tensões no Oriente Médio, com os investidores preocupados com a possibilidade de o conflito alimentar novas pressões sobre os preços antes da decisão de política monetária do Fed (Federal Reserve), prevista para quarta-feira (29).
Apesar do anúncio da suspensão dos ataques, o tráfego marítimo pelo crucial Estreito de Ormuz permaneceu baixo.
Os ataques dos houthis, alinhados ao Irã, contra instalações petrolíferas sauditas ao longo da costa do Mar Vermelho, outra via navegável vital para o comércio global de petróleo, também mantiveram os comerciantes em alerta.





