Policial

Perseguição aérea termina com 345 kg de cocaína apreendidos em MS

DOF e CGPA interceptaram helicóptero em fazenda de Anhanduí; dois pilotos foram presos e disseram que a droga seguiria para o interior de São Paulo






Uma perseguição aérea mobilizou equipes do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e da CGPA (Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo) na manhã deste sábado (25) e terminou com a apreensão de 345,8 quilos de cocaína, a prisão de dois pilotos e a interceptação de um helicóptero em uma fazenda na região de Anhanduí, distrito de Campo Grande.

De acordo com o G1, os presos, de 36 e 63 anos, foram detidos logo após o pouso da aeronave.

Conforme as investigações iniciais, a carga de droga havia sido embarcada nas proximidades da fronteira com o Paraguai e teria como destino o interior de São Paulo.

A operação começou durante patrulhamento do DOF na zona rural de Maracaju. Os policiais identificaram um helicóptero voando em baixa altitude em direção ao interior do Estado, comportamento considerado incompatível com um voo regular. Diante da suspeita, a aeronave Harpia, da corporação, foi acionada para acompanhar o trajeto.

Durante o monitoramento, os policiais utilizaram equipamentos de alta resolução para identificar o prefixo do helicóptero. Em consulta aos sistemas de controle da aviação, verificaram que a aeronave estava com o transponder desligado e sem plano de voo registrado.

Ao perceberem que eram acompanhados, os ocupantes realizaram manobras para tentar despistar a equipe aérea, mas acabaram pousando em uma propriedade rural de Anhanduí, onde foram abordados e presos.

Prefixo do helicóptero adulterado

Na fiscalização, os policiais descobriram ainda que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo colocado sobre a identificação original da aeronave.

Dentro do helicóptero foram encontrados 191,6 quilos de cloridrato de cocaína e 154,2 quilos de pasta-base de cocaína, totalizando 345,8 quilos da droga. Também foram apreendidos sete celulares, um tablet, uma antena de internet via satélite Starlink e dinheiro em espécie.

Em depoimento aos policiais, os dois pilotos afirmaram que foram contratados para transportar o entorpecente de Bela Vista até o interior paulista. Segundo eles, o carregamento foi realizado por homens armados em uma propriedade localizada próxima à fronteira com o Paraguai.

Após a prisão, os suspeitos, a aeronave e todo o material apreendido foram encaminhados à Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados, onde o caso seguirá sob investigação.