Política e Transparência

Justiça Eleitoral nega volta de Neno Razuk à Assembleia Legislativa

Decisão unânime do TRE mantém recontagem dos votos de 2022, impede retorno do ex-deputado à Assembleia Legislativa e preserva mandato de João César Mattogrosso






A tentativa de Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL), de voltar à Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) foi rejeitada pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul).

Em decisão unânime, a Corte manteve a validade da nova totalização dos votos das eleições de 2022, que retirou o mandato do ex-deputado.

O julgamento analisou um pedido apresentado pelo PL (Partido Liberal) para suspender os efeitos da retotalização dos votos.

Os desembargadores e juízes eleitorais acompanharam o entendimento do relator, juiz Fernando Bonfim Duque Estrada, de que não havia fundamento para interromper a decisão já aplicada pela Justiça Eleitoral.

Com a manutenção do resultado, a vaga continua ocupada por João César Mattogrosso (PSDB), que retornou à Alems após a alteração no cálculo eleitoral.

A mudança ocorreu depois que a Justiça Eleitoral anulou votos recebidos pelo PL nas eleições de 2022.

A medida foi consequência da condenação de candidatos da legenda por irregularidades relacionadas à disputa eleitoral daquele ano. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou a decisão e encerrou a possibilidade de novos recursos sobre o caso.

Mandado de prisão preventiva 

A situação eleitoral de Neno Razuk ocorre paralelamente ao processo criminal que envolve o ex-parlamentar. Ele foi condenado a mais de 16 anos de prisão por crimes como organização criminosa, exploração do jogo do bicho e roubos.

Após perder a imunidade parlamentar, Neno Razuk passou a ser alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande, em pedido feito pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Até agora, ele não foi encontrado pelas autoridades.

Recursos apresentados pela defesa para tentar suspender a prisão foram negados pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).