A nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entra em vigor nesta sexta-feira (24).
Essa sobretaxa substitui a tarifa global temporária de 10% que expira na mesma data e foi aplicada sob a alegação de que o Brasil não combate de forma eficiente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
A decisão foi oficializada ontem (23) pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, sob orientação do presidente Donald Trump, e integra uma ofensiva comercial do governo norte-americano para pressionar parceiros a adotarem mecanismos considerados mais rígidos contra o chamado “trabalho forçado” nas cadeias globais de suprimentos.
Segundo o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), o Brasil foi incluído no grupo de países que “não possuem ou não aplicam de forma efetiva” uma proibição à importação de produtos fabricados com trabalho forçado. Por isso, recebeu a alíquota mais alta prevista na nova política tarifária.
“O Representante Comercial determinou a imposição de tarifas de 12,5% sobre os produtos do Brasil, exceto conforme previsto nos anexos da decisão”, informou o órgão.
O USTR afirmou que a definição da tarifa e das exceções previstas levou em consideração medidas avaliadas como “apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas” identificadas durante a investigação.
A nova sobretaxa é resultado de uma investigação aberta em março deste ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para responder a práticas comerciais consideradas injustas ou discriminatórias. (CNN)





