A Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) investiga a denúncia de estupro feita por uma paciente de 27 anos que estava internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
O suposto crime, segundo reportagem do G1, teria ocorrido na manhã de sexta-feira (10), durante o período de recuperação após o parto.
O boletim de ocorrência aponta como suspeito um técnico de enfermagem que atuava na unidade e era conhecido da família da vítima. Conforme o relato, ele teria retornado ao quarto da paciente antes do fim do plantão e administrado dois medicamentos em momentos diferentes.
A denúncia foi formalizada pela tia da mulher, que informou à polícia que a sobrinha permanece internada há 25 dias em razão de complicações na gestação e no parto, realizado em 30 de junho.
Segundo o registro policial, na noite anterior ao suposto abuso, o técnico auxiliou no banho da paciente acompanhado de outra profissional de saúde. Horas depois, ele voltou sozinho ao leito e aplicou duas medicações.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, a paciente relatou que ficou sonolenta após receber a segunda medicação. Ao despertar, percebeu que estava sendo vítima de violência sexual. O suspeito teria deixado o quarto assim que notou que ela havia recobrado a consciência.
A mulher comunicou imediatamente o ocorrido a outra técnica de enfermagem, que acionou a enfermeira responsável e a psicóloga da unidade. De acordo com o registro, uma das profissionais informou que o relato, naquele momento, "não seria suficiente para a abertura de uma apuração interna", mas garantiu que o caso seria registrado e encaminhado à direção do hospital.
A família afirma que, até a tarde de sábado (11), ainda não havia sido informada sobre quais medidas administrativas foram adotadas pela unidade de saúde. Após deixar a UTI, a paciente foi transferida para um quarto e passou a permanecer acompanhada por um familiar em tempo integral.
Os familiares também solicitaram medidas protetivas de urgência contra o suspeito. Até o momento, não há informações sobre eventual decisão da Justiça de Mato Grosso do Sul.
Em nota, o HRMS informou que acompanha o caso, disse colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação e afirmou que eventuais responsáveis serão identificados e responsabilizados, conforme prevê a legislação.





