Política e Transparência

PF faz operação contra desvio de emendas e mira Chiquinho Brazão

Os agente cumpriram 15 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva






A PF (Polícia Federal) faz nesta quinta-feira (9) uma operação no Rio de Janeiro que apura suposto desvio de emendas parlamentares para ONGs (organizações não governamentais).

Entre os alvos está Chiquinho Brazão, que é ex-deputado federal e está preso após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal como um dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Outro suspeito investigado pela operação desta quinta é Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, que já estava preso.

O Supremo Tribunal Federal autorizou o sequestro de R$ 100 milhões dos investigados e o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva.

De acordo com a investigação, parte das emendas parlamentares enviadas à entidades sem fins lucrativos era desviada por meio de contratos com empresas que faziam parte do esquema. Os pagamentos por supostos serviços serviam para ocultar a origem e o destino do dinheiro.

A PF apurou que pessoas físicas, pessoas jurídicas e ONGs fizeram parte do esquema. Há suspeitas de conluio entre empresas no momento da cotação de preços e consequente superfaturamento. Os agentes também investigam a não-execução dos serviços.

O cumprimento dos mandados foi determinado para colher provas, identificar os envolvidos no esquema e o aprofundar a análise financeira e patrimonial dos investigados, o que permite recuperação de valores potencialmente desviados.

Os suspeitos podem responder por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Quem é Chiquinho Brazão

Ele tinha acesso a emendas parlamentares porque foi deputado federal até 24 de abril do ano passado. Apesar da prisão por ordenar o assassinato de uma vereadora e de seu motorista, a perda do cargo ocorreu por outro motivo.

Chiquinho deixou de ser deputado por excesso de faltas. Preso em março de 2024, ele falou a 73 sessões da Câmara naquele ano. Este tipo de cassação não resulta em perda de direitos políticos. (Coom Blog do Elijonas Maia/CNN)