Campo Grande

Mais de 5,5 mil migrantes buscaram serviços públicos em Campo Grande

Capital reúne cerca de 3,8 mil estrangeiros vivendo há mais de dois anos e amplia estrutura para acolhimento, documentação e inclusão social.






O aumento da presença de migrantes internacionais em Campo Grande tem ampliado a demanda por serviços públicos voltados ao acolhimento, regularização documental e inclusão social. Somente em 2025, a rede municipal de assistência social registrou 5.569 atendimentos destinados a esse público, entre refugiados, imigrantes e pessoas em situação de deslocamento.

Os dados refletem uma mudança no perfil migratório da Capital. Se antes muitos estrangeiros utilizavam o município apenas como rota de passagem, hoje uma parcela significativa escolhe permanecer na cidade.

Levantamento que embasou o Plano Municipal de Promoção, Proteção e Apoio aos Migrantes Internacionais e Refugiados aponta que cerca de 3.804 migrantes vivem em Campo Grande há mais de dois anos. Entre eles, os venezuelanos continuam formando um dos maiores grupos atendidos.

Segundo a superintendente de Direitos Humanos da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania), Priscila Justi, a permanência dessas famílias exige uma estrutura pública capaz de atender demandas que vão além do acolhimento inicial.

"Hoje o município não é apenas uma rota de passagem. Temos uma população migrante que escolhe permanecer em Campo Grande e construir sua vida aqui. Por isso, trabalhamos para garantir acolhimento, acesso aos serviços públicos e oportunidades de integração social", afirma.

Ao chegar à Capital, muitos migrantes enfrentam dificuldades relacionadas à documentação, moradia, emprego, saúde, educação e adaptação ao novo país.

CRAS

O atendimento é realizado conforme a necessidade de cada caso, com encaminhamento para serviços especializados, unidades de acolhimento, casas de passagem, Cras (Centros de Referência de Assistência Social), Creas (Centros de Referência Especializados de Assistência Social), Centro POP e atendimento na rodoviária para pessoas em trânsito.

Além do suporte emergencial, os espaços oferecem hospedagem temporária, alimentação, acompanhamento de assistentes sociais e encaminhamento para outros serviços públicos, com o objetivo de favorecer a autonomia das famílias.

Como parte da ampliação dessa política, a Prefeitura prepara a implantação do Centro de Referência em Direitos Humanos para Migrantes, Refugiados e Apátridas (Cemigra). A unidade deverá concentrar o atendimento especializado e facilitar o acesso dessa população aos serviços públicos disponíveis no município.

O diferencial desta versão é que ela abre pela notícia (o aumento dos atendimentos), contextualiza o fenômeno e só depois explica como a Prefeitura atua, reduzindo o tom de divulgação institucional e aproximando o texto de uma reportagem jornalística.