Ônibus atingido por carreta
Um ônibus que transportava trabalhadores de uma fábrica saiu da pista e foi lançado para o acostamento da BR-163 após ser atingido na traseira por uma carreta-cegonha no fim da tarde desta quarta-feira (01/07). O acidente ocorreu no km 609, em São Gabriel do Oeste, a 137 km de Campo Grande.
Feridos e atendimento inicial
Equipes da concessionária Motiva Pantanal, do Corpo de Bombeiros, do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) atenderam a ocorrência.
Segundo balanço preliminar divulgado pelas equipes, quatro pessoas ficaram gravemente feridas e outras 45 passaram por avaliação médica no local antes de serem encaminhadas para unidades de saúde.
Dinâmica do acidente
Informações iniciais apontam que o ônibus da Viação São Gabriel acessava a rodovia pela entrada do Polo Industrial Sul quando foi atingido na traseira pela carreta que transportava automóveis.
A carreta também saiu da pista. A PRF será responsável pela investigação da dinâmica do acidente e pela identificação de fatores que podem ter contribuído para a colisão.
Condições da via e operação das equipes
Após o impacto, o ônibus rodou e parou na área verde às margens da rodovia.
Por volta das 20h15, apenas o acostamento permanecia interditado para remoção dos veículos e trabalho das equipes de resgate; as faixas de rolamento foram liberadas e não houve registro de congestionamento no trecho.
Testemunhas relataram que o motorista do ônibus pode não ter se atentado ao trânsito ao acessar a rodovia, mas a hipótese será confirmada pela investigação.
Encaminhamento à Santa Casa e superlotação
A Central de Regulação comunicou a Santa Casa de Campo Grande sobre o encaminhamento de oito vítimas do acidente.
Em razão disso, a instituição divulgou nota informando que o Pronto-Socorro estava em situação crítica de superlotação na noite desta quarta-feira (1º).
A unidade afirmou que receberá os pacientes, apesar da pressão sobre a capacidade assistencial.
Explicação sobre a superlotação
Segundo a própria nota da Santa Casa (transcrita abaixo), a área vermelha — destinada a pacientes em estado grave — operava com 11 pacientes, embora tenha capacidade para seis leitos.
A área verde, usada para observação e definição de condutas clínicas, registrava 48 pacientes, enquanto sua capacidade é de apenas sete leitos.
O excesso de pacientes em setores críticos reduz a capacidade de atendimento adequado, aumenta o tempo de espera e demanda esforço adicional de profissionais e insumos, fatores que caracterizam a superlotação e comprometem a resposta a novas urgências.
Nota da Santa Casa — íntegra
Campo Grande (MS), 1º de julho de 2026.
A Santa Casa de Campo Grande informa que, às 21 horas desta quarta-feira (1º), o Pronto-Socorro da instituição permanece em situação crítica de superlotação.
Na Área Vermelha, destinada ao atendimento de pacientes graves, encontram-se 11 pacientes, embora o setor possua capacidade instalada para apenas seis leitos.
Já a Área Verde, destinada à observação e definição de condutas clínicas, registra 48 pacientes, apesar de sua capacidade ser de sete leitos.
Mesmo diante desse cenário de ocupação muito acima da capacidade operacional, a Santa Casa foi comunicada pela Central de Regulação sobre o encaminhamento de oito vítimas de um grave acidente ocorrido no município de São Gabriel do Oeste, envolvendo uma carreta e um ônibus que transportava trabalhadores.
A Santa Casa de Campo Grande receberá as vítimas, reafirmando seu compromisso com a assistência à população e com a preservação da vida, mesmo diante do cenário de extrema pressão sobre sua capacidade assistencial.
A instituição reforça que a superlotação do Pronto-Socorro permanece sendo um desafio diário para as equipes assistenciais, que seguem atuando de forma ininterrupta para assegurar atendimento a todos os pacientes encaminhados pelos serviços de urgência e emergência.
Assessoria de Comunicação
Santa Casa de Campo Grande.
Próximos passos
A PRF continuará as diligências para apurar as causas do acidente. As autoridades de trânsito e saúde acompanharão a evolução do estado das vítimas.





