A Justiça de Campo Grande negou o pedido de revogação da prisão preventiva da médica veterinária Lidiane Cecília Pereira, de 42 anos, investigada por atear fogo no marido, ex-diretor e professor do IFMS, durante uma discussão na casa da família, no bairro Santa Luzia. A decisão, assinada pela 1ª Vara do Tribunal do Júri, também rejeitou a substituição por prisão domiciliar.
O caso ganhou repercussão após a prisão de Lidiane, no último dia 22 de junho, quando o marido sofreu queimaduras em mais de 30% do corpo e foi internado em estado grave.
Em depoimento, a veterinária admitiu ter usado álcool e um isqueiro, mas afirmou que não pretendia matar o companheiro e que teria tentado apenas impedir que ele viajasse a Brasília.
Na nova decisão, o juiz Aluizio Pereira dos Santos entendeu que os argumentos da defesa não modificam o cenário já analisado na audiência de custódia, quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Segundo a Justiça, a gravidade do fato e a necessidade de resguardar a ordem pública continuam presentes.
A defesa alegou que a investigada precisa cuidar do filho do casal, de 9 anos, que estaria sem os pais porque o marido segue internado. No entanto, o magistrado observou que a própria defesa informou que a criança está sob os cuidados da irmã mais velha, de 22 anos, o que afasta a necessidade de prisão domiciliar neste momento.
O juiz também rejeitou a aplicação de medidas cautelares alternativas, por considerar que, diante da forma como o crime teria sido praticado, essas providências não seriam suficientes nem socialmente recomendáveis.
Relembre o caso
Lidiane foi presa em flagrante depois de uma discussão com o marido dentro da residência do casal. Conforme os relatos já divulgados, ela teria jogado álcool sobre os pertences dele e usado fogo durante a briga, provocando queimaduras que atingiram principalmente o tronco e os braços da vítima.
A filha mais velha do casal teria presenciado parte da cena e ajudado a conter as chamas com uma mangueira, enquanto a vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento hospitalar. O homem permanece internado em estado grave, e o caso segue em investigação como tentativa de homicídio qualificado.
A prisão preventiva foi mantida logo após a audiência de custódia, e agora a Justiça reforçou o entendimento de que, por enquanto, não há condições para concessão de liberdade ou cumprimento da pena em regime domiciliar.





