O Governo de Mato Grosso do Sul decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-governador Marcelo Miranda Soares, falecido na terça-feira (23), aos 86 anos.
A medida foi assinada pelo governador Eduardo Riedel (PP) e publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado.
Marcelo Miranda deixa um legado marcado pela atuação em diferentes esferas da vida pública.
Ao longo da carreira, ocupou cargos de destaque como prefeito de Campo Grande, governador de Mato Grosso do Sul e senador da República, além de ter exercido funções técnicas ligadas à infraestrutura e ao desenvolvimento regional.
O ex-governador estava internado há cerca de 20 dias em um hospital particular da Capital. Ele enfrentava problemas renais crônicos e teve o quadro agravado por uma pneumonia severa e complicações cardíacas.
A morte foi confirmada pelo neto, João Henrique Catan, que prestou homenagem ao avô nas redes sociais e destacou sua disposição para enfrentar as adversidades até os últimos momentos.
Trajetória política
Natural de Uberaba (MG), Marcelo Miranda construiu sua história política em Mato Grosso do Sul. Antes de ingressar na vida pública, atuou como engenheiro em importantes obras de infraestrutura, entre elas a construção da Usina Hidrelétrica de Jupiá e projetos rodoviários no Estado.
Sua trajetória política teve início na década de 1970, quando assumiu a Prefeitura de Campo Grande. Na administração municipal, ficou conhecido por investimentos em infraestrutura urbana e pela execução do Projeto Cura, voltado à melhoria de bairros da Capital.
Em 1986, foi eleito governador de Mato Grosso do Sul. Posteriormente, também representou o Estado no Senado Federal. Sua última função pública foi como superintendente regional do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), cargo que ocupou entre 2003 e 2012.
Até o momento, a família não divulgou informações sobre velório e sepultamento.





