O descarte de uma grande quantidade de salmão em estado de decomposição às margens do Rio Anhanduí tem provocado reclamações de moradores e comerciantes na região do prolongamento da Avenida Ernesto Geisel, próximo ao Ginásio Guanandizão, em Campo Grande, informa o portal G1MS.
Além do forte odor, a situação reacendeu críticas sobre o acúmulo de resíduos e a falta de fiscalização em uma das áreas mais movimentadas da Capital.
Quem passa pelo local relata que o cheiro se espalhou pela região desde a manhã de terça-feira {9}, quando os primeiros sacos contendo restos do pescado foram vistos às margens do rio. Nesta quarta-feira {10}, os resíduos ainda permaneciam no local.
Imagens registradas por moradores mostram diversas embalagens com carcaças de salmão abandonadas próximo ao leito do rio. A suspeita é de que o material tenha sido descartado de forma irregular, embora até o momento não haja confirmação sobre a origem dos resíduos.
Segundo relatos, o problema vai além do mau cheiro. Moradores afirmam que a área convive há tempos com descarte frequente de lixo e até animais mortos, situação que, segundo eles, compromete o aspecto urbano e gera preocupação com possíveis riscos à saúde pública.
"Além do lixo que já existe na região, agora temos esse forte odor causado pelos restos de peixe. É uma situação que não deveria acontecer", relatou uma moradora em vídeo encaminhado à imprensa.
Diante das reclamações, a reportagem buscou esclarecimentos junto aos órgãos responsáveis. Em nota, a Solurb informou que atua apenas na coleta dos resíduos previstos no contrato de concessão e que casos de descarte irregular devem ser encaminhados à Sisep {Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos}. Até a publicação desta matéria, a secretaria não havia se manifestado sobre a retirada do material.





