Política e Transparência

Força eleitoral do PSDB desperta “fogo-amigo” e antecipa disputa em MS

Movimentação recoloca tucanos no centro das articulações eleitorais e amplia disputa por espaço dentro e fora do partido






A proximidade das eleições de outubro e a reorganização das forças políticas em Mato Grosso do Sul têm colocado o PSDB no centro das atenções. 

Com chances reais de conquistar espaço na Câmara dos Deputados, a legenda passou a ser alvo de críticas e movimentações de bastidores que aliados classificam como o tradicional “fogo-amigo” da política.

O cenário contrasta com previsões feitas nos últimos anos sobre um possível enfraquecimento do partido. Mesmo após mudanças no quadro partidário nacional, os tucanos seguem como uma das principais forças políticas do Estado, carregando o legado de dois mandatos consecutivos do ex-governador Reinaldo Azambuja e da eleição de seu sucessor, o governador Eduardo Riedel, atualmente filiado ao PP.

A influência construída ao longo dos últimos anos continua presente na estrutura partidária e na capacidade de articulação da legenda.

Sob a presidência do deputado estadual Pedro Caravina, o PSDB tem conduzido um processo de reestruturação visando fortalecer os diretórios municipais, ampliar a base de filiados e montar chapas competitivas para o próximo pleito. 

Nos bastidores, a avaliação é que a movimentação em torno do partido ocorre justamente porque o PSDB permanece como uma legenda capaz de atrair lideranças e disputar vagas importantes. 

A perspectiva de eleger representantes Câmara Federal, além de ser manter atuante na Assembleia Legislativa, tem provocado uma antecipação das articulações eleitorais e aumentado a disputa por espaço político.

O partido planeja eleger pelo menos quatros deputados estaduais, número atual de sua bancada na Assembleia Legislativa (Caravina, João César Mattogrosso, Lia Nogueira e Paulo Duarte), e fazer um representante para Câmara Federal. 

A chegada de novos quadros ao partido nos últimos meses também reforça esse cenário. Para integrantes da legenda, o interesse de pré-candidatos em disputar as eleições pelo PSDB demonstra que a sigla continua sendo vista como uma alternativa viável e competitiva dentro do tabuleiro político sul-mato-grossense.

Às vésperas da campanha, o ambiente já é de intensa movimentação. E, para lideranças tucanas, o fato de o partido voltar a ocupar espaço central nos debates políticos estaduais é um indicativo de que a legenda segue viva, organizada e com potencial de protagonismo nas eleições de 2026.

Perspectiva de eleger vaga da Câmara desperta ciumeiras

Entre os nomes que passaram a reforçar o PSDB para a disputa de 2026 está a ex-secretária estadual de Cidadania, Viviane Luiza, que deixou o PP e se filiou à legenda tucana em abril deste ano.

Nos bastidores, a mudança é atribuída ao desenho das chapas para a Câmara dos Deputados. Com apenas oito vagas em disputa por Mato Grosso do Sul, as federações partidárias possuem limite para registro de candidaturas, o que acaba elevando a concorrência interna em alguns grupos políticos.

Na federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, a composição das vagas destinadas à disputa federal reuniu nomes de forte densidade eleitoral e lideranças já consolidadas no cenário político estadual. O ambiente mais competitivo acabou reduzindo o espaço para novos projetos eleitorais.

A entrada de Viviane nos quadros tucanos coincidiu com o aumento das críticas de bastidores direcionadas à direção estadual do PSDB.

Para aliados, o movimento está ligado à percepção de que o partido voltou a reunir condições reais de ampliar sua representação em 2026, cenário que tem alimentado o chamado “fogo-amigo” no meio político.

A perspectiva de conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados tem atraído novas lideranças e despertado incômodo entre antigos correligionários e adversários que acompanham o processo de reorganização partidária conduzido pelo presidente Pedro Caravina.

 

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