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Flávio diz a Trump que haverá ‘diferença gritante’ entre seu governo e o de Lula

Senador aposta em discurso pró-EUA e endurecimento contra facções criminosas






O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, disse ter exposto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a “diferença gritante” com o governo Lula, caso seja eleito presidente da República.

“Em vez de alinhamentos ideológicos com ditaduras e regimes autoritários, o que o Brasil precisa são parcerias estratégicas que enriqueçam o nosso povo, gerem empregos, tragam investimento tecnologia e segurança”, declarou o parlamentar, em entrevista coletiva, após se reunir com Trump no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, na tarde desta terça.

Flávio declarou que o objetivo de sua visita foi “oferecer uma alternativa” à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 7 de maio, classificada pelo senador como um “lobby para traficantes”.

A fala faz referência à rejeição do governo petista à ideia estudada na Casa Branca de designar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.

Como exemplo, o parlamentar afirmou que, caso seja eleito presidente, o Brasil passará a integrar o “Escudo das Américas”, iniciativa lançada por Trump para combater o tráfico de drogas e a imigração ilegal na região.

Atualmente, aderiram ao programa países chefiados por líderes de direita e alinhados a Washington como Argentina, Chile e Paraguai.

Agenda internacional

O encontro chamou atenção por ocorrer em um momento de intensa movimentação política tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Embora não tenha sido incluída na agenda oficial divulgada pela Casa Branca, a reunião foi registrada e compartilhada por aliados de Flávio Bolsonaro, que destacaram a importância do diálogo com lideranças internacionais e a aproximação com setores ligados ao governo norte-americano.

A visita também reforça a estratégia do senador de ampliar sua agenda internacional em meio às articulações para a sucessão presidencial brasileira. Nos bastidores, interlocutores avaliam que compromissos com autoridades e lideranças políticas estrangeiras contribuem para fortalecer a projeção do parlamentar em debates relacionados à política externa, comércio e relações diplomáticas. (R7)