Policial

Chefe do PCC solto por desembargador de MS é preso na Bolívia

Condenado a quase 126 anos de prisão, Gerson Palermo estava foragido desde abril de 2020, quando conseguiu um habeas corpus durante um plantão judicial em Mato Grosso do Sul.






Apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do PCC, Gerson Palermo foi preso na região de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, encerrando um período de seis anos na condição de foragido da Justiça.

A captura foi realizada em uma operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a força antidrogas boliviana. A expectativa é de que o criminoso seja expulso do país vizinho e entregue às autoridades brasileiras.

Palermo cumpria pena por tráfico de drogas e acumulava condenações que somam quase 126 anos de prisão. Em abril de 2020, ele deixou o presídio de segurança máxima de Campo Grande após obter autorização para cumprir prisão domiciliar durante um plantão judicial em Mato Grosso do Sul.

A decisão foi assinada pelo então desembargador Divoncir Maran e concedida em menos de uma hora. Horas depois de deixar a unidade prisional, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu.

Considerado um dos criminosos mais procurados do país, ele integrava a lista nacional de foragidos do Sistema Único de Segurança Pública. O caso voltou a ganhar repercussão após reportagem exibida pelo Fantástico detalhar os bastidores da concessão do habeas corpus.

Em fevereiro deste ano, o Conselho Nacional de Justiça puniu Divoncir Maran com aposentadoria compulsória em razão da decisão que permitiu a saída de Palermo do sistema prisional.

Sequestro de um Boeing 737

Em agosto de 2000, Palermo participou do sequestro de um Boeing 737 da antiga Vasp. O avião saiu do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi tomado por criminosos cerca de 20 minutos após a decolagem.

A aeronave foi forçada a pousar em Porecatu, no norte do Paraná. No local, a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,5 milhões. Pelo crime, Palermo foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão.

Em março de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação All In para desmontar um esquema de tráfico internacional de drogas. Ele foi apontado como um dos chefes do grupo.

Segundo a investigação, a cocaína saía da Bolívia em aviões até Corumbá (MS) e depois era levada em caminhões para outros estados. A operação ocorreu em seis estados e apreendeu 810 quilos da droga.

Pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico, Palermo foi condenado a mais 59 anos de prisão. Ao todo, as penas somam quase 126 anos.

Após as condenações, ele foi levado ao presídio de segurança máxima de Campo Grande, onde cumpria pena em regime fechado. (Com informações do G1)