Policial

Dupla paraguaia é presa com dinheiro vivo e suspeita de elo com o PCC

Polícia apreendeu mais de R$ 28 mil em espécie, além de dólares e reais.






Uma investigação sobre a atuação de integrantes do crime organizado na fronteira entre Brasil e Paraguai levou à prisão de dois paraguaios suspeitos de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

A ação ocorreu no sábado (23), em Pedro Juan Caballero, e terminou com a apreensão de mais de 34 milhões de guaranis, além de dólares e reais.

Os presos são Douglas Danilo Colman Gamarra, de 26 anos, e Gustavo Ariel Palacios Rodríguez, de 34. Conforme as autoridades paraguaias, ambos aparecem em investigações relacionadas a possíveis assassinatos e outras ações criminosas registradas na região de fronteira.

A apreensão ocorreu após policiais identificarem uma movimentação considerada suspeita durante uma abordagem de rotina. Dentro de um veículo ocupado por Douglas, os agentes encontraram uma sacola com grande quantidade de dinheiro em espécie, o que levou ao aprofundamento da fiscalização.

O caso ganhou novos contornos quando outro homem tentou intervir na ocorrência. Conduzindo uma caminhonete, ele procurou os policiais alegando ser o proprietário dos valores encontrados e tentou assumir a posse do dinheiro. A situação levantou ainda mais suspeitas e reforçou a decisão de encaminhar o caso para investigação.

Na delegacia, os policiais contabilizaram mais de 34 milhões de guaranis, o equivalente a cerca de R$ 28 mil, além de notas em moedas estrangeiras. Posteriormente, Gustavo Ariel compareceu à unidade policial e afirmou que os recursos seriam provenientes da venda de um veículo. A justificativa, porém, não convenceu os investigadores diante das divergências apresentadas durante os depoimentos.

As autoridades também destacam o histórico de Douglas Danilo. Ele acumula antecedentes por crimes graves no Paraguai e, neste ano, escapou de uma tentativa de execução quando criminosos dispararam contra o veículo blindado em que estava. O episódio aumentou as suspeitas sobre sua possível participação em disputas envolvendo grupos criminosos que atuam na fronteira.

Agora, além da origem do dinheiro, a polícia busca esclarecer se a dupla possui efetivamente vínculos com o PCC e qual seria o papel dos suspeitos nas atividades investigadas na região.