A transferência de Daniel Vorcaro para uma cela comum e o corte de regalias no novo espaço em que está detido pressionam o ex-banqueiro a apresentar uma proposta de delação que traga fatos novos e mais provas sobre as fraudes do Banco Master.
A primeira proposta de colaboração premiada foi entregue pelos advogados à Polícia Federal e à PGR (Procuradoria-Geral da República) no início deste mês. Uma das ideias da defesa era negociar a ida de Vorcaro para prisão domiciliar após assinar o acordo de delação até a conclusão do julgamento do caso.
O que ocorreu, no entanto, foi o oposto. Vorcaro apresentou a proposta de delação, e os investigadores ficaram frustrados por entenderem que os relatos eram seletivos e pouco contribuíam para as investigações, que estão adiantadas e já desvendaram boa parte das fraudes do Master.
Depois disso, o ministro André Mendonça autorizou a ida de Vorcaro para uma sala do estado-maior, onde ficava sozinho, para uma cela comum na Superintendência da PF no Distrito Federal.
Segundo pessoas a par das investigações ouvidas pela CNN, a permanência no espaço exclusivo se justificava porque os advogados tinham livre acesso ao ex-banqueiro, entre 9h e 17h, para fechar os termos da delação.
Como a proposta foi entregue, não há mais explicação para ele seguir no local. Agora, ele pode receber os profissionais de defesa duas vezes ao dia por 30 minutos a cada visita. Nos bastidores, porém, os investigadores apostam que, mesmo com o tempo exíguo para conversar com os advogados, Voracaro terá que apresentar mais provas para voltar a uma sala especial ou mesmo para ir para a prisão domiciliar. (Com Blog do Matheus Teixeira/CNN)





