Brasil

Morte de vice-cacique mobiliza Ministério dos Povos Indígenas

Comunidade cobra respostas após ataque e denuncia sequência de violência na região






A morte do vice-cacique Givaldo Santos Kaiowá, de 40 anos, mobilizou o governo federal, que enviou uma equipe a Mato Grosso do Sul para acompanhar a situação na Reserva Taquaperi, no sul do Estado.

A liderança indígena foi morta a tiros na noite de sexta-feira (1º) e deixa esposa, seis filhos e um neto.

Técnicos do Ministério dos Povos Indígenas e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas estiveram na comunidade no sábado (2), com apoio da Força Nacional de Segurança Pública.

A missão incluiu ouvir familiares e testemunhas, além de avaliar medidas emergenciais para reforçar a segurança na área, onde vivem cerca de 3,8 mil indígenas.

O assassinato ocorreu às margens da rodovia MS-289, entre Coronel Sapucaia e Amambai. Relatos de moradores indicam que dois homens em uma motocicleta passaram pela aldeia procurando pela liderança e, pouco depois, ele foi atingido por disparos na beira da estrada. Givaldo havia saído para buscar o irmão quando foi surpreendido.

A chegada da equipe federal coincidiu com um protesto na região. Indígenas bloquearam a MS-289 em manifestação que pedia a identificação e prisão dos responsáveis, além de denunciar a sequência de episódios violentos envolvendo lideranças indígenas no sul do Estado.